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Brasil está entre os cinco países mais afetados por invasão de emails corporativos

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A Trend Micro, empresa especializada na defesa de ameaças digitais e segurança na era da nuvem, identificou por meio do Smart Protection Network, infraestrutura em nuvem que bloqueia instantaneamente ataques e ameaças recentes, os cinco países mais afetados por campanhas de esquemas de comprometimento de email empresarial (BEC) nos primeiros seis meses de 2016: 1) Estados Unidos; 2) Reino Unido; 3) Hong Kong; 4) Japão; e 5) Brasil.

As técnicas utilizadas pelos cibercriminosos são projetadas cuidadosamente para enganar as vítimas por meio de engenharia social e, na maioria das vezes, os hackers por trás desses golpes são capazes de se passar por executivos que costumam ter acesso às finanças de uma empresa ou até mesmo um auditor financeiro.

O objetivo final destes ataques é enganar suas vítimas nesses e-mails e levá-las a fazer uma transferência bancária de milhões de dólares para contas bancárias fraudulentas. Para isso, os cibercriminosos usam keyloggers e outras formas de malware em campanhas de BEC para colocar credenciais pessoais e e-mails corporativos em risco e assim roubar informações confidenciais para promover seus ataques. Ao fazer isso, eles ganham acesso a tópicos legítimos de e-mail que podem ser usados para garantir seu sucesso na produção de transferências bancárias fraudulentas.

Quem está por trás desses ataques?

De acordo com o relatório do FBI, acredita-se que os criminosos por trás desses ataques sejam membros de redes criminosas organizadas da África, da Europa Oriental e do Oriente Médio, que visam principalmente as empresas que trabalham com fornecedores estrangeiros ou regularmente realizam pagamentos por meio de transferência bancária.

Em agosto deste ano, com o auxílio dos pesquisadores de ameaças da Trend Micro, a Interpol e a Economic and Financial Crime Commission (EFCC) da Nigéria prenderam um cidadão nigeriano de 40 anos que comandou vários golpes de BEC. Acredita-se que esse criminoso e sua rede de cibercriminosos da Nigéria, Malásia e África do Sul tenham lucrado mais de US$ 60 milhões com várias empresas, sendo que uma destas vítimas teve um prejuízo de mais de US$ 15 milhões.

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