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Monitoramento de rede ajuda a melhorar a segurança eletrônica das agências bancárias

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por Jürgen Thiel*

 

O setor financeiro tem feito um tremendo esforço a fim de mover as operações para as plataformas eletrônicas e atender às demandas constantes por novas tecnologias. Porém, toda a praticidade e velocidade dos sistemas eletrônicos bancários não vieram sem um ônus acrescido: a preocupação com a segurança da TI. Em 2015, foi noticiado que um grupo internacional de ladrões de bancos digitais hackearam contas bancárias e manipularam caixas eletrônicos (ATMs), roubando cerca de 1 bilhão de dólares de 100 bancos em vários países no período de dois anos.

Cientes da importância de manter a confiabilidade, todos os anos os bancos chegam a investir bilhões de reais em sistemas de segurança física e eletrônica para garantir a segurança e a estabilidade dos serviços. Do mesmo modo, novas parcerias com governos, polícia e Poder Judiciário estão sempre renovando os padrões de proteção.

No mundo todo, sobretudo no setor B2B, as instituições financeiras já efetuam transações por meios eletrônicos há anos. Nos bancos de varejo, a realidade é a mesma – até mesmo bancos menores em comunidades locais já atendem mais clientes pelo banco online do que no caixa da agência.

Essa migração transformou as operações: um scanner de vírus em funcionamento é tão importante como um carro blindado, e um website com alto desempenho, disponível 24 horas por dia é mais prioritário do que o acesso à agência bancária local. E mesmo nesse cenário “virtual”, os bancos ainda estão expostos a muitos perigos: assalto convencional ao seu centro de dados, desastres – como incêndio ou inundação – ciberataques ocasionados por vírus e Trojans, ou perda de dados em backups mal executados.

Se por um lado é necessário investir em sistemas de segurança para conter esses perigos, por outro, é possível encontrar alternativas inteligentes para auxiliar na prevenção tanto de ameaças físicas como virtuais, com a adoção de um software de monitoramento de rede.

Essa ferramenta de monitoramento integrada ao data center oferece suporte de segurança em três níveis diferentes. O primeiro é o controle de ferramentas convencionais de segurança, como atualização de antivírus, funções de firewall e a integridade dos dados do backup. O segundo vem com o apoio à segurança de TI já que o software pode detectar atividade incomum causada, por exemplo, por tráfego de malware.

No terceiro nível, a ferramenta de monitoramento pode checar o status dos dispositivos físicos, como câmeras de segurança, sistemas-chave e alarmes contra incêndio. Um software de monitoramento de rede disponibiliza sensores que acompanham a atividade de todas as funções citadas, oferecendo informações completas para o controle da segurança em todas as interfaces do banco.

Um banco com várias agências, uma rede de caixas eletrônicos (ATMs) e serviços de internet e mobile banking em crescimento possui infraestrutura distribuída em múltiplos canais de atendimento aos clientes. Sendo assim, em vez de programar instalações complexas em cada localidade, os dados das agências e dos caixas automáticos podem ser registrados localmente pelas sondas remotas da ferramenta de monitoramento e enviados para o controle central, onde são armazenados, analisados e visualizados.

Se é necessário migrar para os meios eletrônicos com o propósito de garantir a agilidade e a disponibilidade dos serviços, nada mais coerente do que fazer uso de tecnologias para auxiliar nessa transição. Cada vez mais as operações do banco são conduzidas remotamente, o que torna crítico manter a sua disponibilidade e a performance. Nesse contexto, o monitoramento de rede unificado atua como um sistema de vigilância eletrônica capaz de contribuir com a segurança.

 

(*) Jürgen Thiel é gerente de desenvolvimento de negócios da Paessler no Brasil

 

Fonte: Compurterworld

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