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Urna eletrônica é invadida em teste público de segurança feito pelo TSE

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Em dezembro de 2017, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizou o Teste Público com especialistas em segurança da informação para testar a vulnerabilidade das urnas eletrônicas que deverão ser usadas nas eleições de outubro desse ano. Os especialistas convidados tiveram sucesso na tentativa de decifrar os arquivos das urnas.

Segundo informações do TSE, um dos grupos encontrou falhas sistêmicas nas urnas eletrônicas importantes. A brecha na segurança ocorreu de a uma atualização recente realizada pelo órgão, mas que já está sendo corrigida. Os hackers do bem tiveram acesso ao registro digital do voto, chamado de “RDV” pelo TSE. Igual à caixa preta de um avião, o RDV contém o registro de atividade da urna, que mostra quais os candidatos foram votados em cada máquina. Apenas de terem acesso aos dados, os invasores não conseguiram alterar as informações. Eles também não conseguiram decifrar os votos de todos os que participaram da sessão de testes.

Testes como esses sempre são realizados pelo TSE, o último foi em 2016, antes das eleições municipais daquele ano.

“Isso demonstra que a confiabilidade, a credibilidade e a transparência são, a cada ano, mais e mais robustecidas nos componentes do sistema, tanto os de hardware quanto os relativos a softwares e equipamentos correlatos”, disse o ministro Gilmar Mendes, presidente do TSE.

Em nota, o tribunal lembrou que a realização do evento “mais uma vez demonstra a importância da contribuição da sociedade civil na tarefa de identificar possíveis vulnerabilidades e falhas relacionadas à violação da integralidade ou do anonimato dos votos de uma eleição”.

Apesar da invasão de uma das urnas, o ministrou Gilmar Mendes destacou que o sistema eletrônico de votação é extremamente seguro e já faz parte do panorama das eleições e que seria inimaginável, nos dias atuais, voltar ao voto em papel.  “Época esta que possibilitava fraudes variadas, devido à intervenção humana nas etapas do processo eleitoral (como na apuração e totalização de votos), sem falar nos enormes atrasos na divulgação do resultado do pleito, que a todos afligiam. Época já no passado e que, esperemos, não volte para nos assombrar”, finalizou.

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