Agilidade, estratégia e comunicação: a evolução da segurança em shopping centers

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POR ADAUTO LOPES*

Rádios que pareciam tijolos. Salas com grandes painéis e muitos botões. Imagens das câmeras de segurança sendo armazenadas em fitas VHS. Tecnologia analógica e um volume excessivo de cabos: essa era a realidade das centrais de Segurança dos shopping centers há 25 anos.

Hoje esse cenário mudou. O setor passou por uma profunda transformação, fruto da profissionalização do mercado que agora atua de forma estratégica e apoiada em tecnologias que revolucionaram o tempo de resposta, o gerenciamento de informações e a tomada de decisões no que diz respeito à segurança em shoppings.

Um exemplo são os equipamentos utilizados na ronda dos empreendimentos. Hoje as equipes de segurança têm à disposição equipamentos com tecnologia digital, podendo realizar todo o controle via tablets. Os rádios digitais, pequenos e discretos, transmitem além da voz a localização do operador e sua identidade, e permitem gravar o que é dito e serem acionados à distância.

Outra grande mudança é a comunicação entre os seguranças. Atualmente, numa média de 25 segundos, as equipes recebem as informações de um incidente ou situação de atenção e conseguem atuar de forma rápida, sendo um grande aliado na resolução de problemas nos estabelecimentos.

Mas não são só equipamentos modernos que fazem a diferença quando se trata de segurança. Profissionais preparados e atentos são decisivos para tirar o melhor proveito de todos os dados que os aparelhos podem gerar. Além de lidar com as novas tecnologias, esse profissional está em contato direto com o consumidor, tira dúvidas e presta ajuda em situações como casos de crianças perdidas e localização de lojas. Exatamente por acumularem tantas funções e responsabilidades é que as equipes de segurança devem estar preparadas para agir sem perder o foco da sua atividade.

Acredito que hoje vivemos o momento mais sensacional, no qual conseguimos tomar decisões mais assertivas em tempo real graças a todo o suporte entre máquinas e pessoas, e, principalmente, ao que considero a mudança de processo mais revolucionária: a análise de risco. Avaliar todo o ambiente externo – perfil do entorno, número de carros que circulam na região, índice de criminalidade – nunca foi tão importante, pois é essa análise que dá toda a dimensão do aparato tecnológico que será necessário.

Em resumo, segurança é uma atividade que não tem rotina. Trabalhar nesta área é vivenciar diversas experiências, além de desenvolver habilidades para atender a vários perfis de público. E aqui uma das palavras-chave é evolução. Para o futuro, podemos esperar por sistemas que não utilizarão cabeamentos, serão realizados via wi-fi, identificarão facilmente pessoas e veículos, garantindo sempre proteção e tranquilidade aos visitantes de shopping centers.

*Adauto Lopes é gerente corporativo de Segurança da Sonae Sierra Brasil, empresa especialista em shopping centers.

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