Após megavazamentos em 2021, portal reúne artigos e debate segurança digital no Brasil

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Os megavazamentos de dados durante os primeiros meses de 2021 estimularam a criação do Observatório de Identidade Digital e Democracia. O projeto tem origem em uma ação multissetorial, e foi desenvolvido pelo Comitê de Identidades Digitais Confiáveis da Câmara Brasileira da Economia Digital (camara-e.net).

A página deve promover debates sobre as medidas necessárias para adoção de políticas públicas para a segurança dos dados dos brasileiros. O objetivo é conciliar o crescimento da vida digital com decisões que garantam tanto a proteção de informações pessoais quanto a liberdade de escolha da população.

De acordo com a camara-e.net, “ao mesmo tempo em que o Estado se mostra incapaz de conter ou mesmo investigar o avanço dessas ameaças, algumas iniciativas pouco transparentes têm sido tomadas no âmbito da administração pública, com o objetivo de ampliar o acesso e centralizar os dados da população brasileira”. O portal tem dois artigos publicados, um deles discute eleição por dispositivo móvel; outro, identidades digitais confiáveis.

O Observatório de Identidade Digital e Democracia também aceita sugestões de artigos e envio de conteúdo autoral.

Ainda nos primeiros meses de 2021 foi identificado um grande vazamento de dados na internet brasileira. Estimativas apontaram que informações de mais de 220 titulares foram expostas, incluindo CPF, endereço, telefone, média salarial, benefícios no INSS e cadastros de veículos. Também foram identificados ataques ao DataSUS, Detrans estaduais e contra o Superior Tribunal de Justiça (STJ).

De acordo com reportagem de O Globo, de dezembro de 2020, ameaças eletrônicas tiveram alta de 394% no ano passado. Além dos megavazamentos, em 2020 o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República registrou 24 mil notificações em órgãos públicos, com um crescimento superior a 100% na quantidade de vulnerabilidades encontradas.

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