Com aumento do trabalho remoto, é preciso encontrar equilíbrio entre segurança e produtividade

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A pandemia, e o consequente isolamento social, impulsionou como nunca o home office. E, embora as empresas tenham se adaptado à nova realidade rapidamente, ainda há alguma tensão no ar. É o que aponta relatório da multinacional HP, com base em dois levantamentos globais , da YouGov e da Toluna, que ouviram quase 10 mil pessoas, entre profissionais remotos e tomadores de decisões da área de Tecnologia da Informação (TI).

As descobertas mostram que os times de TI têm sido impelidos a comprometer a segurança em prol da continuidade dos negócios em um momento de ameaças crescentes. Já as tentativas de aumentar ou atualizar medidas de segurança para os funcionários remotos são, com frequência, rejeitadas – em especial pelos chamados nativos digitais, com idade entre 18 e 24 anos.

“O fato de os trabalhadores estarem ativamente driblando a segurança deve ser preocupante para qualquer CISO (sigla, em inglês, para diretor de segurança da informação), pois é assim que violações podem surgir”, afirma Ian Pratt, chefe global de Segurança para Sistemas Pessoais da HP. “A segurança deve se encaixar o máximo possível nos padrões e fluxos de trabalho existentes, com tecnologias que sejam discretas. Precisamos tornar o trabalho com segurança tão fácil quanto o sem segurança, e podemos fazer isso incorporando recursos de proteção nos sistemas do zero”.

Os índices abaixo, destacados pelo relatório, corroboram com as conclusões:

  • 91% dos times de TI atualizaram as políticas de segurança para responder ao aumento do trabalho remoto, sendo que 78% restringiram o acesso a websites e aplicações.
  • Ainda assim, três quartos dos times de TI admitem que a segurança foi preterida pela continuidade dos negócios durante a pandemia; 91% se sentiram pressionados a comprometer a segurança pela continuidade dos negócios.
  • Quase metade dos funcionários de escritório pesquisados concorda que medidas aparentemente rígidas de segurança resultam em gasto de muito tempo – subindo para 64% entre os que têm entre 18 e 24 anos.
  • Como resultado, 83% dos times de TI acham que o aumento do trabalho remoto criou uma “bomba-relógio” em termos de violação da rede corporativa.

Para Joanna Burkey, diretora executiva de Segurança da Informação da HP, é preciso encontrar um equilíbrio, ou seja, uma cultura de segurança mais colaborativa, na qual funcionários sejam educados em relação aos crescentes riscos cibernéticos, na mesma medida em equipes de TI entendam melhor como as camadas de proteção impactam os fluxos de trabalho e a produtividade. “A partir de agora, a segurança precisa ser reavaliada com base nas necessidades tanto da empresa quanto do funcionário híbrido”, conclui.

O relatório, na íntegra, está disponível neste link.

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