É comum nos depararmos nos primeiros meses de cada ano com trends de produtos e serviços para as mais diversas funções e na segurança não poderia ser diferente, principalmente por esse quesito estar na mesa de planejamento e execução dentro das organizações, que buscam acompanhar de perto todas as tendências.
Segundo levantamento da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), o Brasil deve injetar mais de R$ 100 bilhões em cibersegurança até 2028 e esses investimentos impactam também dispositivos e equipamentos eletrônicos com essa função.
Augusto Conde, diretor de Produto e Marketing na Emive&Co, ao site Segurança Eletrônica, elencou cinco tendências que já estão em alta em 2026: a inteligência artificial (IA) aplicada à análise comportamental; o monitoramento preditivo baseado em dados históricos; a integração total entre sistemas e plataformas; automação e redefinição das operações; e a segurança orientada por dados, métricas e governança.
Para o executivo, o futuro da segurança eletrônica está na convergência entre IA, automação e gestão de dados, ressaltando que esses avanços precisam estar em consonância com regramentos pertinentes, como a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD, leia mais aqui).
“O uso de reconhecimento de imagem, análise comportamental e IA deve estar alinhado a princípios de segurança da informação, privacidade e transparência. A tecnologia amplia a capacidade de análise e decisão, redefinindo o papel humano para funções mais estratégicas, analíticas e alinhadas às boas práticas de TI e de governança corporativa”, frisa Conde.
Tendências e evoluções contínuas
Outras cinco tendências em segurança foram elencadas em um artigo escrito por Johan Paulsson, Mats Thulin e Thomas Ekdahl, executivos na Axis Communications, sendo: investimentos em ecossistemas; evolução em arquiteturas híbridas; o edge computing; monitoramento móvel; e autonomia tecnológica, todas sem excluir a colaboração entre pessoas, com escuta, entendimento de desafios, união entre parceiros e explorando soluções juntos.
Paulsson, Thulin e Ekdahl destacam ainda que além dessas tendências, houve nas organizações um crescente envolvimento e influência do departamento de TI nas decisões relacionadas à tecnologia de segurança e proteção. “Os departamentos de segurança física e TI agora trabalham em estreita colaboração, com a TI fortemente envolvida nas decisões de compra de segurança física”, complementam os especialistas que assinaram o artigo.


