Antes, a segurança condominial se resumia a portões e controle de acesso. Hoje, com os avanços estão cada vez mais tecnológicos, aliado a regramentos mais robustos, tornando essa lógica mais moderna e em evolução exponencial.
Segundo matéria do site SíndicoNet, o ano de 2025 ficou marcado como o que mais teve mudanças definitivas para o mercado condominial, como o salto de quase 200% no uso de Inteligência Artificial (IA) na gestão. Entretanto, o contexto está mais desafiador: dados da Secretaria da Segurança Pública revelam que foram registrados quase 1,5 mil casos de assaltos a prédios residenciais no primeiro semestre de 2025 apenas no estado de São Paulo.
De acordo com especialistas, criminosos estudam a rotina do condomínio para identificar vulnerabilidades e posteriormente executar as ações. Ao SBT News, Alecsandro Rocha, gerente corporativo de segurança, explica que as administrações desses espaços precisam se antecipar e avaliar constantemente seus sistemas de acesso.
O profissional, inclusive, recomenta a implementação de recursos como dispositivos dotados de inteligência artificial (IA, assunto recorrentemente tratado aqui), capazes de fazer o reconhecimento de atitudes consideradas suspeitas, como pessoas não cadastradas, mas que estão dentro do condomínio, e comportamentos como uso de armamento e toucas, por exemplo.
Monitoramento de áreas comuns em condomínios
Em relação aos regramentos, a Câmara dos Deputados aprovou em dezembro um projeto de lei que exige a instalação de sistemas monitoramento por câmeras nas áreas comuns dos condomínios novos ou em construção, e aos já existentes quando for tecnicamente viável. Trata-se de um substitutivo da relatora, deputada Delegada Ione (Avante-MG), ao Projeto de Lei 4204/25, da deputada Carla Dickson (União-RN).
O texto aprovado e em tramitação determina o armazenamento das imagens por período não inferior a 30 dias, com acesso limitado ao síndico ou administrador do condomínio, e que não infrinja a dignidade, intimidade e privacidade dos condôminos, visitantes e funcionários.
Caso vire lei, os condomínios também deverão se atentar às medidas de segurança da informação e proteção de dados pessoais conforme a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPDP).
Porteiros treinados, segurança eficiente
Muito embora a conectividade esteja em constância, a velha figura do porteiro não foi deixada de lado. Conforme cita matéria do Jornal do Brás, a contratação de portarias terceirizadas foi uma das que mais se consolidou em 2025, com crescimento entre 20% e 25% e relatos de redução de despesas operacionais na casa de até 30%, quando comparada à manutenção de equipes próprias.
Para Harrison Pinho Júnior, CEO da Singular Serviços e Segurança, ao site Segurança Eletrônica, quem atua no setor de facilities compreende que nenhuma inovação — interfones, câmeras analógicas, câmeras IP, e agora as portarias remotas — substitui completamente os serviços realizados por mãos humanas.
O especialista lembra ainda que as pessoas que atuam nas portarias são o primeiro contato com o condomínio. “Quando bem treinadas, essas pessoas são um recurso a mais para a sensação de segurança, o acolhimento de novos moradores e até na diminuição da taxa de vacância, uma vez que a experiência na portaria influencia diretamente a percepção de valor do imóvel e a decisão de permanência nele”, finaliza.
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