Home Segurança Digital Pesquisa aponta que empresas sabem dos prejuízos por fraudes via IA, mas não têm planos de prevenção

Pesquisa aponta que empresas sabem dos prejuízos por fraudes via IA, mas não têm planos de prevenção

Com avanços cada vez mais robustos a Inteligência Artificial (IA), há um paradoxo entre seus benefícios, como a automatização de processos e a antecipação de eventos, e os inúmeros golpes, que estão mais escaláveis, automatizados e de baixo custo aos fraudadores, tornando os modelos tradicionais de autenticação insuficientes para proteger as organizações.

Com avanços cada vez mais robustos a Inteligência Artificial (IA), há um paradoxo entre seus benefícios, como a automatização de processos e a antecipação de eventos, e os inúmeros golpes, que estão mais escaláveis, automatizados e de baixo custo aos fraudadores, tornando os modelos tradicionais de autenticação insuficientes para proteger as organizações de fraudes.

E uma pesquisa acende o alerta para essa realidade: quase nove em cada dez (88%) corporações globais esperam aumento nas fraudes impulsionadas por IA generativa nos próximos dois anos, porém 65% delas não têm planos de defesa abrangentes em suas operações. O dado está no recente relatório da consultoria Prove Identity (que pode ser solicitado neste link), com outros achados que também merecem atenção: 68% das respondentes ainda ignoram o que acontece após fazer o login, ou seja, não verificam a necessidade de validação de acesso e, para piorar, 62% perceberam que Autenticação de Múltiplos Fatores comum já consegue ser burlada por meio de fraudes como o phishing.

 

IA à prova de fraudes

Para Andrea Rufino, Marketing Manager LATAM da consultoria, ao TI Inside, a segurança digital deve contemplar a integridade dos dados do número, do dispositivo e em sinais invisíveis e contínuos de rede como formas de blindar os sistemas, impedir as fraudes e não prejudicar o trabalho das pessoas durante o uso digital, sejam dentro das operações, sejam em transações financeiras, e isso cabe às pessoas físicas e jurídicas. “Não podemos mais permitir que o combate à fraude seja um gargalo para a experiência do cliente”, frisa a gestora.

Rufino acrescenta ainda que investir em mecanismos mais modernos de identificação baseados na posse e comportamento, o custo operacional se torna um diferencial competitivo, além de, como consequência, a redução drástica de perdas por identidades sintéticas e ou mesmo casos de lavagem de dinheiro, quando as transações envolvem finanças.

 

Computação confidencial

Considerada uma das estratégias para o gerenciamento de confiança, risco e segurança em IA, a computação confidencial também é reconhecida como o “calcanhar de Aquiles” na segurança digital.

Trata-se de uma tecnologia de segurança em nuvem que protege dados sensíveis enquanto estão em uso, isolando-os nos chamados enclaves de hardware confiáveis (TEEs; saiba mais). Diferentemente da criptografia convencional, que lida com dados em repouso e trânsito, a computação confidencial impede o acesso por provedores cloud, administradores de sistema ou malwares mais complexos (rootkits).

“Ela cria ambientes de execução confiáveis, nos quais os dados permanecem criptografados mesmo durante o processamento. Já há soluções disponíveis no mercado que isolam cargas de trabalho sensíveis, impedindo que administradores do sistema ou até mesmo o próprio provedor de nuvem tenham acesso ao conteúdo que está sendo processado”, comenta, ao Segs, Sidolfo Gomes, Practice Lead da HVAR, e especialista em transformação analítica e desenvolvimento de soluções baseadas em IA.

 

Integração

Como citado, a segurança digital não envolve somente equipamentos atualizados e soluções altamente recentes, mas a conscientização das pessoas para que fraudes não tornem as atividades digitais um tormento e um problema reputacional e de proteção de informações.

Os tradicionais mecanismos como firewall, antivírus, criptografia e monitoramento de redes continuam a ser pilares, porém é preciso ir além. Na opinião de Eder Souza CTO da e-Safer, ao Capital Digital, o comportamento do usuário é determinante para que cibersegurança funcione, e a prevenção de falhas humanas é um processo dinâmico que exige atualização constante das regras e ferramentas de segurança.

“A IA deve ser aplicada como aliada, porque é indispensável para inovação e produtividade. Seu uso dentro da empresa deve ser monitorado para evitar vazamentos de dados sensíveis, mantendo um equilíbrio entre segurança e liberdade do usuário”, finaliza o gestor.

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