Poder público adota soluções tecnológicas para melhorar a segurança de grandes cidades

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Durante evento promovido pela Abese, secretários de Fortaleza e São Paulo destacaram que ferramentas digitais, como câmeras e aplicativos, ajudam a combater o crime

A Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança convidou uma série de especialistas para discutir o futuro do setor. O evento especial, e online, ganhou o nome de Conexão Abese e teve início na terça-feira, 1º de setembro.

Logo no primeiro dia, um painel reuniu dois importantes nomes do Poder Público: Cláudio Ricardo, presidente da Citinova Fortaleza – que responde por áreas como ciência e inovação no município – e Celso Monari, secretário de segurança da cidade de São Paulo.

A mediação coube a Selma Migliori, presidente nacional da Abese, que trouxe à pauta soluções tecnológicas que o setor público vem abraçando, principalmente para aprimorar a proteção à população. Afinal, disse de princípio, “sem conectividade, não há um sistema de segurança que funcione”.

Segundo Ricardo, é impossível administrar uma cidade do tamanho de Fortaleza sem o fundamental auxílio da tecnologia. “Melhora a qualidade, reduz custos e aumenta o alcance dos serviços. mas ela não é um fim em si mesmo.”, salientou. “Nossa administração é muito aderente à ciência e à inovação, mas sem perder de vista o olhar humano, direcionado ao cidadão. O Brasil é um país desigual e devemos ter políticas públicas para que os serviços cheguem a todos”.

Como exemplos, Ricardo mencionou torres de vigilância, câmeras de monitoramento e aplicativos para fazer denúncias rápidas e, graças à digitalização de processos, anônimas. “Temos trabalhado para qualificar tantos os servidores como toda a população para o uso de serviços digitais. Trata-se de uma nova arquitetura social, que impõe o acesso à internet como um vem fundamental do cidadão”, afirmou.

Já Monari destacou o programa citycameras, que permite integrar câmeras de pessoas e empresas ao sistema de segurança, garantindo mais agilidade às investigações e no combate ao crime. “Os cidadãos podem, voluntariamente, disponibilizar as imagens ao setor público, e estas ficam disponíveis por até sete dias na nuvem. Custa pouco ou quase nada ao município, mas traz excelentes resultados”.

Entre os resultados sublinhados por Monari, a queda dos crimes de oportunidade, como roubos e furtos (-20% na comparação com o ano passado), e de homicídios, cuja taxa está menor do que cinco a cada 100 mil habitantes. “É muito importante mostrar os resultados efetivos do uso da tecnologia na segurança”, disse.

Outras inovações estão a caminho ou já sendo implantadas. Duas foram citadas: um sistema que compila ocorrências e gera mapas de calor, o que contribui para planejar o policiamento urbano, e ferramentas de reconhecimento facial, já utilizadas durante o carnaval deste ano. “Mas sempre seguindo todas as regras de proteção á privacidade do cidadão”, ressaltou.

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