Segurança eletrônica está em alta

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As vendas de equipamentos e serviços de segurança eletrônica vêm em alta neste ano, apesar do cenário de incertezas da economia do País. Segundo estimativa da Abese (Associação Brasileira das Empresas de Equipamentos de Segurança Eletrônica), o segmento deve crescer 10% em faturamento na comparação com 2014. “Na crise, há a sensação de insegurança e, por isso, as empresas continuam investindo nessa área”, assinala o presidente da Digifort, Carlos Eduardo Bonilha.

Sediada em São Caetano, a Digifort, que desenvolve software de monitoramento de câmeras e análise inteligente de imagens, com acesso tanto por computador quanto via celular, e possibilita acionamento automático de alarmes, está com ritmo entre 8% e 12% de expansão em 2015. Bonilha cita que a receptividade tem sido boa à tecnologia da empresa, que se tornou mais competitiva do que os concorrentes importados com o dólar em alta.

Para residências com oito câmeras e um servidor (que pode ser um computador comum), a licença de software custa por volta de R$ 1.600. A companhia, fundada há 14 anos e hoje líder do mercado nacional, atende a 14 mil clientes no Brasil, a maioria empresas e governos, mas também famílias (está em cerca de 300 casas). Isso embora não comercialize diretamente para o público final – só fornece para distribuidores. O negócio é promissor no País e ainda mais lá fora: a empresa exporta para mais de 100 países, tem filiais na Argentina, Colômbia, Inglaterra, Dubai, Hong Kong, Austrália, Nova Zelândia e Estados Unidos, e vai iniciar, neste mês, no México.

Procura
Outras empresas da região também registram aumento na procura por sistemas de alarme. “Afinal de contas, os ladrões não param na crise”, diz o diretor da empresa de Santo André Prote-Home, José Carlos Barea. Ele relata que perdeu alguns clientes, por exemplo, empresas que fecharam, mas, por outro lado, há novas demandas. Barea destaca que um dos nichos promissores é mesmo a busca por portarias remotas, em que se oferece esse serviço a distância, com controle de entrada e saída, gravação de voz e monitoramento 24 horas, para condomínios que buscam reduzir custos com porteiros. “Propicia redução de 50% nos gastos com mão de obra”, diz. A despesa com equipamentos é diluída na mensalidade. Ele exemplifica: “Com a portaria física, gasta-se acima de R$ 15 mil, a remota (da Prote-Home) fica em média por R$ 7.000 por mês”. Para soluções mais simples, com sensores e cerca elétrica, e acionamento de alarme na central da empresa, a mensalidade gira em R$ 140 a R$ 200.

O executivo Caio César Garbus, do grupo Starseg, de São Bernardo, também cita que a procura, neste ano, tem sido principalmente por tecnologia que propicie redução de custos. No entanto, sua empresa não aposta em portaria virtual 24 horas. Para ele, o ideal é mesclar o atendimento físico durante o dia e o virtual só à noite. Um dos problemas da automação, segundo ele, é que é preciso ter estrutura para isso – como nobreaks, banda larga dedicada, livre acesso ao morador por biometria ou cartão de acesso, e clausura na entrada, em que a pessoa entra em cubículo, fecha o portão e só depois passa da portaria.

O sistema de videoportaria oferecido pela Starseg, com câmaras de alta definição, exige investimento inicial a partir de R$ 70 mil, para torre de até 15 andares. Segundo o executivo, o retorno pode se dar em dez meses, ao propiciar a redução do posto de trabalho de um porteiro do período noturno.

Companhia quer voltar à liderança
A oferta de novas tecnologias para garantir a segurança da população, como o monitoramento remoto de residências, desperta o interesse de muita gente, já que a criminalidade normalmente cresce em períodos em que o País atravessa dificuldades econômicas, observa o especialista Leandro Martins, que preside a Peter Graber, localizada em Barueri.

A empresa já foi a maior do ramo no País e retornou a esse mercado em abril, após 15 anos – originalmente, começou em 1982 como Graber, que foi vendida em 2001 para o grupo alemão Siemens. Martins relata que as metas são ambiciosas. O objetivo é faturar R$ 12 milhões no primeiro ano de atividade e reassumir a liderança no segmento no Estado dentro de cinco anos. Martins cita que esse é um mercado ainda pequeno e com forte potencial de crescimento.

Segundo dados da Abese, há cerca de 500 mil alarmes residenciais instalados, para uma população de 202 milhões de habitantes e 50 milhões de imóveis. “Apenas 1% é monitorado”, destaca. “Com essa insegurança no País, a tendência é aumentar a demanda, que é inversamente proporcional ao ritmo da economia”, acrescenta o executivo.

A companhia, que fez investimento de R$ 20 milhões para retomar esse mercado, aposta, por exemplo, em serviço em que, quando a pessoa entra ou sai de casa, pelo simples ato de abrir o portão, é acionado o monitoramento em tempo real, e há o contato com o cliente para saber se está tudo bem. Isso demanda investimento inicial que gira em R$ 1.000, e mensalidade de R$ 489, com a opção de acionamento automático ou, por meio de aplicativo no celular – nesse caso, fica R$ 100 mais barato. “Quando está chegando em casa, a pessoa aperta botão no aplicativo; depende da ação do cliente, na outra modalidade, não depende dele, é automático”, afirma. O serviço foi lançado há cerca de um mês e já conquistou quase 100 clientes, parte deles no Grande ABC.

Além disso, a companhia oferece o tradicional monitoramento em que o morador aciona alarme e, por meio de sensores infravermelhos, detecta-se se há invasão por portas ou janelas, e é disparado alarme na central da Grabe. A equipe de funcionários da companhia analisa o que ocorreu e pode entrar em contato com a polícia.

Fonte: Diário do Grande ABC

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