Você se sente seguro onde mora? Se a resposta foi negativa, não é a única: um levantamento recente do Instituto Sou da Paz e da OMA Pesquisa, com mais de 1,1 mil brasileiros, revelou que apenas 47% se sentem seguros no bairro onde moram, e quando se expandem para as cidades, 94% dos entrevistados as consideram violentas em algum grau.
Para Carolina Ricardo, diretora-executiva do Sou da Paz, à CNN, a pesquisa descortina a não aceitação das pessoas a “respostas simplistas e punitivistas para as suas dores”, frisando que o enfrentamento da violência não pode se restringir a dados estatísticos, mas no entendimento que esse problema interfere no cotidiano das pessoas.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) disse, por sua vez, que acompanha as pesquisas e dados sobre o tema, destacando ações de ampliação por parte do “Governo Federal em investimentos em inteligência, integração entre as forças de segurança e combate às organizações criminosas”, informou à CNN.
Em São Paulo, por exemplo, foi lançado o novo aplicativo da Prefeitura Smart Sampa Cidadão (mais informações neste link), para ampliar a atuação do sistema de videomonitoramento Smart Sampa, com 50 mil câmeras em toda a capital. De acordo com a prefeitura, a ferramenta permite que a população utilize o smartphone para identificar veículos com restrições.
Para tanto, basta baixar o aplicativo,realizar cadastro e por meio da câmera do celular será usada a tecnologia de Leitura Automática de Placas (LPR), a mesma contida nos equipamentos do programa. Se for identificado que o veículo foi roubado, a ocorrência é encaminhada para análise.
Qualidade de vida e prevenção de acidentes de trânsito
Em Jundiaí (SP), a Prefeitura e representantes do FORCIS (Fórum Regional de Comércio, Indústria e Serviços de Jundiaí) se reuniram para debater sobre as sugestões relacionadas à segurança e qualidade de vida da população, como conscientização sobre o trânsito e medidas de segurança nos bairros.
Um dos destaques da reunião foi a criação do Núcleo de Ordem Urbana, implantado em março para integração entre diferentes órgãos municipais e forças de segurança, que vão da Assistência até Guarda Municipal e as polícias Militar e Civil. Conjuntamente, esses setores atuam em questões, como o comércio irregular de sucatas, saúde pública e zeladoria urbana, salientou comunicado.
Disparidades
O recente Mapa da Desigualdade (íntegra neste link), elaborado pela Rede Nossa São Paulo, analisou mais de 50 indicadores relacionados a áreas como saúde, educação, moradia, mobilidade, segurança e meio ambiente nos 96 distritos da cidade de São Paulo, revelou disparidades entre bairros.
Entre os achados, no quesito segurança, o estudo apontou que o coeficiente de mortalidade por homicídio e intervenção legal para cada cem mil pessoas residentes por distrito é de 0,98 no Itaim Bibi, zona oeste de São Paulo, por exemplo. Já no Itaim Paulista, no extremo da zona leste, o número salta para 9,17.
Outro dado é em relação a expectativa de vida: enquanto na Brasilândia, zona norte, os moradores vivem, em média, até os 64 anos; na Consolação, centro, o índice sobe para 80 anos. “A desigualdade territorial produz uma série de problemas sociais e reduz as oportunidades de parte significativa da população da cidade”, alertou, ao g1, Jorge Abrahão, coordenador-geral da Rede Nossa São Paulo e do Instituto Cidades Sustentáveis.
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