O ano de 2026 se destaca pela série de eventos, como as eleições e a Copa do Mundo, o que desemboca em uma miríade de ações de segurança contra fraudes, ataques físicos e digitais e a necessidade expressa de investimentos em duas frentes: integração e inteligência, com dispositivos tecnológicos ainda mais modernos e avanços entre dados e pessoas.
Para Marco Antônio Barbosa, especialista em segurança e diretor da CAME do Brasil, o combate à criminalidade tem como desafio a aprovação de normativas mais atualizadas, com a coerência entre inteligência humana e tecnologia.
“Somente com todos poderes – executivo, legislativo, judiciário e a população – remando para o mesmo lado, conseguiremos começar a ter sucesso, de fato, contra a criminalidade”, argumenta o gestor.
Tecnologia e soluções sob demanda
A tecnologia, aliás, é o ponto alto não apenas ao ano que descortina, mas para as próximas décadas. Segundo a consultoria de cibersegurança Avantia, 100% das empresas ouvidas consideram a Inteligência Artificial (IA) relevante nas operações, e 95,2% apontam o recurso como o de maior impacto em 2026. E 62,9% das organizações projetam aumentar os investimentos em proteção de dados, prevenção de ataques e integração físico-digital.
Outro avanço está na chamada Tecnologia como Serviço (do inglês para Technology as a Service (TaaS), modalidade que prioriza soluções sob demanda, em formato de assinatura, buscando flexibilidade, previsibilidade e suporte contínuo.
O relatório da Grand View Research mostra que esse mercado global já movimenta mais de US$ 17 bilhões e deve ultrapassar US$ 55 bilhões até 2033. Para João Neto, CRO da Unentel, fornecedora de soluções de tecnologia corporativa, esse modelo permite acompanhar em tempo real o desempenho dos ativos, além de transformar em indicadores dados tomada de decisão, identificando gargalos e direcionando melhor os recursos.
“É sobre liberdade de escolha e foco no que realmente importa. Retira das organizações o peso da gestão de infraestrutura e devolve tempo, previsibilidade e recursos para investir em inovação e crescimento”, finaliza o gestor, ao site Segs.


