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Segurança pública e privada adotam drones para otimizar patrulhamento e reduzir custos fixos

Antes mais utilizados como ferramenta de entretenimento, os drones atualmente já fazem parte de diversas funções, como na manutenção predial e no segmento agrícola, e na segurança pública e privada brasileira já podem ser considerados como “queridinhos”.

Antes mais utilizados como ferramenta de entretenimento, os drones atualmente já fazem parte de diversas funções, como na manutenção predial e no segmento agrícola, e na segurança pública e privada brasileira já podem ser considerados como “queridinhos”.

Segundo informações da Ôguen, empresa brasileira especializada na distribuição de tecnologias israelenses inovadoras, 60% das forças públicas no Brasil já utilizam drones em diversas missões, e na segurança privada são amplamente incorporados para diversas funções, como vigilância patrimonial, condominial, portos, fazendas, parques industriais, grandes obras e eventos. “No patrulhamento, é possível programar rotas ou acionamento em casos de alarme. Além disso, há a redução de custos, com menos necessidade de equipes extensivas em campo, economizando recursos e otimizando a operação de segurança”, informa a empresa.

Para Marcello Moreira, diretor de tecnologia da Aeroscan, especializada em monitoramento por drones automatizados, muito embora os avanços desse item e de seu mercado sejam expressivos, ainda são grandes os desafios, especialmente no que se refere à regulamentação e outros incrementos, como o uso de Inteligência Artificial (IA).

Em entrevista ao site Segurança Eletrônica, Moreira explica que o Brasil está em sintonia com a tendência global na aplicação dos drones, em setores públicos e privados, entretanto, ainda incipiente se comparado a outros países, o que pode dificultar questões, como direito à privacidade, por exemplo. Enquanto a IA já está disponível em aparelhos de países, como Israel, EUA e Austrália, aqui essa tecnologia ainda está em introdução, argumenta o gestor.

 

Regulamentação dos drones

Em números, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) registrou 1,2 milhão de unidades, até julho de 2025, e 100 mil operadores habilitados. Por outro lado, estima-se que haja mais de 1 milhão desses dispositivos voando fora dos padrões legais, sem qualquer tipo de homologação.

Em dezembro último, a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados aprovou uma proposta que regulamenta o emprego desses Sistemas de Aeronaves Não Tripuladas em ações de segurança pública, fiscalização e pelas Forças Armadas, permitindo, em situações excepcionais, de versões armadas e definindo regras para captação de imagens e proteção de dados.

Um dos pontos proíbe o uso de equipamentos “totalmente autônomos”, ou seja, que dispensam a intervenção humana ou mesmo guiados por IA. “Todo drone de segurança pública deverá ter um piloto remoto responsável ou um supervisor humano capaz de intervir”, informa o texto.

“O uso de drones pelo crime como vetores para ataques com explosivos ressalta a necessidade de o poder público ter ferramentas legais à altura para combater essa nova modalidade de ameaça”, endossa, à Agência Câmara de Notícias, o relator, deputado André Fernandes (PL-CE).

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