O mercado de segurança eletrônica vive uma mudança que já é familiar a outros setores, com a migração da compra de equipamentos para modelos de assinatura, com mensalidades que incluem monitoramento, manutenção e atualização tecnológica contínua. Enquanto esse debate avança sob a ótica da experiência do cliente, fabricantes e integradores questionam qual infraestrutura é necessária para sustentar essa operação. De olho nesse desafio, a Positivo SEG, unidade de negócios e plataforma de automação e segurança eletrônica da Positivo Tecnologia, destaca a combinação entre plataformas em nuvem e inteligência artificial como caminho para atender à crescente demanda por videomonitoramento mais integrado e escalável. Com a conexão de um número cada vez maior de câmeras, empresas de monitoramento, portarias remotas e prestadores de serviços recorrentes precisam lidar com grandes volumes de imagens e encontrar formas mais eficientes de convertê-las em informações úteis para a operação.
“O modelo por assinatura tende a acelerar a renovação tecnológica do setor e o mercado deixa de discutir apenas o que uma câmera capta e passa a cobrar o que essa imagem pode gerar de valor”, afirma Oscar Hilgert, diretor comercial da Positivo SEG.
O movimento acompanha o crescimento do mercado brasileiro de segurança eletrônica. Segundo a ABESE, o setor deve crescer até 18,8% em 2026 e aponta que 85,7% dos produtos fabricados pela indústria nacional já incorporam recursos de inteligência artificial, reforçando que a tecnologia deixou de ser diferencial para se tornar parte estrutural das operações de segurança.
Nesse cenário, a combinação entre plataformas em nuvem e processamento na borda ganha relevância. Enquanto a nuvem permite centralizar recursos de gestão, armazenamento e acesso remoto, a inteligência na borda leva a capacidade de análise para mais perto da origem das imagens. Essa arquitetura distribuída pode contribuir para ampliar a capacidade das operações sem concentrar todas as etapas de processamento em um único ambiente.
IA adiciona camada de inteligência ao videomonitoramento
É nesse contexto que a IA BOX, da Positivo SEG, é um exemplo de solução que atua como camada de inteligência para diferentes arquiteturas de videomonitoramento, integrando-se a câmeras, gravadores e plataformas de terceiros sem exigir a substituição do parque já instalado. Com processamento local, a solução identifica situações previamente configuradas e converte o que é captado em eventos acionáveis, direcionando a atenção das equipes de monitoramento para ocorrências que de fato demandam avaliação.
“A escalabilidade é um dos principais desafios das operações de videomonitoramento. Quando uma empresa incorpora novos clientes e câmeras, precisa também ampliar sua capacidade de interpretar os dados gerados. É esse ganho que o mercado busca com soluções que unam processamento local, diferentes sistemas e análise de vídeo em uma única camada”, complementa o executivo. “Quem resolver essa equação de infraestrutura tende a sair na frente na era da assinatura.”
Essa evolução aponta para um mercado em que câmeras deixam de ser apenas dispositivos de captura e passam a funcionar como pontos de geração de dados. Com essa integração o videomonitoramento avança de uma lógica baseada em observar e armazenar imagens para uma estrutura capaz de apoiar decisões em tempo real.
Para a Positivo SEG, esse movimento representa uma oportunidade de contribuir para a evolução da infraestrutura que sustenta os novos modelos de segurança, oferecendo ao mercado opções capazes de acompanhar a expansão e a diversificação das operações que envolvem o setor de videomonitoramento.


