Os varejistas consideram mais a segurança física como uma apoiadora estratégica dos negócios, colaboradores e impulsionadora de modernização das operações, do que somente um elo para prevenção de perdas. É o que aponta o Relatório Estado da Segurança Física 2026, da consultoria Genetec.inc, com profissionais de todo o mundo que atuam nesse segmento.
Isso reforça a ideia de que a segurança não é mais um tema acessório ou mesmo uma opção a ser pensada posteriormente, mas essencial para a produtividade e crescimento dos negócios, passando a ocupar espaço nas discussões de departamentos de TI, gestão de riscos, finanças e estratégia.
Investir em câmeras, controle de acesso e tecnologias que integram o humano com o digital desempenham um conjunto de funções que vai além de apenas monitorar ou identificar incidentes, haja vista que o tratamento de dados obtidos pode auxiliar decisões relacionadas a riscos, operações, compliance e continuidade dos negócios, esmiuça o estudo.
“Os varejistas que terão maior retorno sobre seus investimentos em segurança serão aqueles que tratarem a modernização como uma estratégia contínua, e não como um projeto pontual”, endossa Scott Thomas, National Director for Signature Brands na Genetec, ao site Segurança Eletrônica.
Entre o físico e o digital
Fazendo um recorte no contexto nacional, o relatório aponta que 72% dos usuários finais brasileiros relatam algum nível de colaboração entre Segurança Física e TI, já 77% adotaram ou planejam adotar a inteligência artificial (IA) nas operações, 43% projetam uma implantação em ambientes em nuvem ou híbridos nos próximos cinco anos e 34% esperam uma operação totalmente em cloud.
Para Bruno Bomfim, Brazil Marketing Manager & Channel Marketing Latam da consultoria, a questão não é qual tecnologia que determinado comércio vai adotar, mas quais poderão proporcionar evolução, preservação de investimentos, incorporar novas capacidades ao longo do tempo, e, principalmente, tudo de maneira segura.
“O objetivo é construir uma estrutura capaz de acompanhar a evolução do negócio, conectando pessoas, sistemas e dados. O mercado não está simplesmente trocando o tradicional pelo novo, mas está combinando fundamentos consolidados com recursos de inteligência e automação, e que precisa respeitar diferentes riscos, infraestruturas e estratégias de negócio”, argumenta o executivo, em artigo ao Segs.
Segurança em primeiro lugar no comércio
Noticiamos anteriormente um estudo da Verisure que 75% dos brasileiros entrevistados afirmaram já ter desistido de realizar compras presenciais devido à insegurança pelo menos uma vez, mesmo em um cenário de ocorrências de roubo em estabelecimentos comerciais em queda (saiba mais neste link).
Isso também eleva a articulação entre moradores, comerciantes e representantes do setor produtivo, com o objetivo de planejar e executar ações de segurança no comércio local e a ampliação de combate a criminalidade.
Na cidade de Araucária (PR), a Câmara Municipal realizou uma audiência pública promovida pela Associação Comercial, Industrial e Agropecuária (ACIAA), com representantes da Guarda Municipal, Polícia Militar, Polícia Civil, secretarias de como Urbanismo, Trânsito e Assistência Social, membros da sociedade civil.
“O movimento é urgente, visto que nos meses de outubro, novembro e dezembro, com as festividades de fim de ano se aproximando e o aumento da circulação de recursos e pessoas no comércio, a necessidade de segurança torna-se ainda mais crítica”, destacou, ao O Popular, Aécio Novitski, presidente da ACIAA.
Foto: Magnific


