Home Inteligência Artificial Ameaças por IA são novo campo de batalha nas organizações, especialistas analisam o tema

Ameaças por IA são novo campo de batalha nas organizações, especialistas analisam o tema

Um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela uma realidade presente na vida da população conectada, especialmente no âmbito corporativo: o uso cada vez mais comum e massivo da Inteligência Artificial (IA). Segundo o órgão, percentual de empresas industriais utilizando IA subiu de 16,9% para 41,9%, de 2022 a 2024, sendo as áreas mais proeminentes foram Administração (87,9%), Comercialização (75,2%) e Desenvolvimento de projetos de produtos, processos e serviços (73,1%).  

Um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela uma realidade presente na vida da população conectada, especialmente no âmbito corporativo: o uso cada vez mais comum e massivo da Inteligência Artificial (IA). Segundo o órgão, percentual de empresas industriais utilizando IA subiu de 16,9% para 41,9%, de 2022 a 2024, sendo as áreas mais proeminentes foram Administração (87,9%), Comercialização (75,2%) e Desenvolvimento de projetos de produtos, processos e serviços (73,1%).

O estudo (íntegra aqui) também desponta cenários desafiadores, que vão desde o entendimento desse sistema até as fraudes e crimes cibernéticos com o uso da ferramenta. “Para se manter à frente, as organizações precisam repensar suas estratégias de cibersegurança, adotando abordagens proativas, inteligentes e resilientes que acompanhem o ambiente de ameaças em constante evolução”, sublinha Caroline Maneta, líder de Plataforma de Segurança da Dell Technologies no Brasil.

Cinco pontos devem estar na lista de ações para proteção e utilização consciente da tecnologia em si nas operações, com foco especial nos casos de fraudes por IA, segundo a especialista, sendo: a adoção de modelo Zero Trust; redução de fraquezas e vulnerabilidades digitais; detecção e resposta contínua às ameaças, com planos de recuperação a incidentes e, por fim e o mais importante: a conscientização dos funcionários em relação ao tema (confira artigo especial aqui).

 

Um fator relevante: o Humano

Para Maneta, os treinamentos devem ser a todas as pessoas que atuam nas organizações, pois os colaboradores são a primeira linha de defesa. Ela também destaca um ponto pertinente nesse novo “campo de batalha”: não se trata de robôs combatendo robôs, mas de pessoas lidando com esse sistema digital.

“É preciso reconhecer os limites humanos: fadiga mental, estresse e esgotamento profissional (burnout) tornaram-se fatores críticos na postura de cibersegurança, podendo comprometer a qualidade das decisões sob pressão. Cuidar do bem-estar das equipes é, portanto, parte integrante da estratégia de proteção”, frisa, em artigo ao TI Inside.

 

Com ou sem IA?

Outro levantamento, este da consultoria Impulso, com 100 Chief Technology Officers (CTOs, do inglês para Diretores de Tecnologia) e líderes sêniores de tecnologia no Brasil, divulgado pelo Jornal Tribuna, mostra que 54% dos executivos apontam a falta de profissionais capacitados como o principal obstáculo para a implementação de IA, em seguida desafios relacionados à cultura organizacional (48,3%) e expectativas irrealistas sobre o que a tecnologia pode entregar (39,1%).

Sylvestre Mergulhão, CEO da Impulso, reconhece que a IA está acessível, porém a expertise para implementação de maneira estratégica não está. “Muitas empresas acabam a subutilizando por falta de pessoas que saibam fazer as perguntas certas e estruturar os problemas adequados”, observa, em entrevista ao jornal.

De acordo com a Think BR – Inteligência Artificial para negócios, a IA deixou de ser diferencial e tornou-se padrão competitivo. “Quando nove em cada dez empresas utilizam algum tipo de IA, a discussão deixa de ser inovação e passa a ser maturidade estratégica”, aponta a empresa, em matéria do Correio Braziliense.

A consultoria concorda que a não pode ser tratada como iniciativa isolada do departamento de TI, mas envolve diretamente as altas gestões, com a definição de prioridades estratégicas e governança robusta.

Segundo a Gartner, até 50% dos projetos de IA generativa foram abandonados após os testes iniciais e, historicamente, até 85% dessas iniciativas falham em entregar os resultados esperados. Para piorar, a consultoria global prevê que até 2027, 60% das organizações não conseguirão capturar o valor esperado por falhas de governança, e 40% dos projetos de agentes de IA serão cancelados pelo mesmo motivo.

“O problema raramente está na tecnologia, mas na falta de alinhamento estratégico, na ausência de métricas financeiras claras, na baixa qualidade dos dados e na desconexão entre inovação e liderança executiva. Ou seja, muitas empresas iniciam pilotos, poucas conseguem escalar”, alerta a Think BR.

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