Aumento de crimes virtuais estimula resiliência cibernética nas empresas de varejo  

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Os riscos cibernéticos são a principal preocupação global para as empresas em 2022, de acordo com o Allianz Risk Barometer da Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS). A ameaça de ataques ransomware, vazamento de dados ou interrupções de TI preocupa as organizações mais do que disrupções nos negócios nas cadeias de abastecimento, os desastres naturais ou a pandemia de Covid-19, temas que afetaram fortemente os negócios ao redor do mundo no último ano.

No Brasil, pelo segundo ano consecutivo, os riscos cibernéticos aparecem como principal preocupação para as empresas brasileiras, de acordo com o relatório. Cerca de 64% dos respondentes consideram essa a maior ameaça para os negócios, seguido das catástrofes naturais (30%) e a interrupção de negócios (29%).

“Ano passado vimos um número muito alto de ataques maliciosos, orquestrados por grupos que exploraram vulnerabilidades dos mais variados sistemas, atacando-os de maneira sistemática. Esta tendência deve se manter em 2022, especialmente com a crescente especialização dos cibercriminosos e os montantes envolvidos em suas atividades”, explica Gustavo Galrão, diretor Regional de Linhas Financeiras AGCS Ibero/Latam.

 

Resiliência cibernética

 

O executivo ainda comenta que, no caso do Brasil, a LGPD é um estímulo para as companhias investirem em sua resiliência cibernética e que, neste ano, o foco dos criminosos pode ser ainda maior nas pequenas e médias empresas.

A pesquisa revela também quais são as principais ameaças segundo as empresas do segmento de varejo e atacado no mundo. As interrupções de negócio são o principal risco segundo 56% das respondentes, em segundo lugar estão os crimes cibernéticos (29%), seguido das catástrofes naturais (27%).

De acordo com a pesquisa, a causa de interrupção de negócios mais preocupante são os incidentes cibernéticos; refletindo o aumento dos ataques de ransomware, mas também o impacto da crescente dependência das empresas na digitalização e a mudança para o trabalho remoto.

Felipe Orsi, diretor de Property AGCS América Latina, destaca que a pandemia trouxe à tona questões como a interconectividade das cadeias abastecimento atuais, nas quais eventos não relacionados criam uma disrupção generalizada. “Os ataques cibernéticos, problemas com disponibilidade de peças, atrasos logísticos, mudanças de hábitos dos consumidores, protestos relacionados às medidas restritivas… esses fatores tornam qualquer empresa mais suscetível a uma interrupção em suas operações”, comenta.

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