Computação quântica deve acelerar ainda mais a transformação digital nas empresas

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Especialista vê um avanço nas mudanças em 2020 e prevê uma aceleração ainda maior em 2021 durante live promovida pela Abese

Em 2020, a tão discutida “transformação digital” das indústrias tradicionais deixou de ser opcional e ganhou velocidade nunca vista antes. E em 2021 cada vez mais as empresas irão trilhar esse caminho. A análise é do CEO e fundador da Founder da Agile INC de da Agil School, Ivan Jorge Santos, que falou sobre as “Tendências para Transformação Digital em 2021”, durante live promovida pela Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança – Abese.

O principal impulsionador dessa transformação, na visão de Ivan, será a computação quântica, que é debatida há muito tempo, mas que começa a ser oferecida em nuvem pela Microsoft. “A computação quântica vem para resolver o problema do processamento de volumes enormes de informações. Ela está começando a ser ofertada de forma pública. E soluções devem surgir a partir desse sistema”, explica. “E a empresa pode contratar ali um serviço onde vai conseguir processar infinitamente mais informações do que nos sistemas atuais”. E para o empresário, ao longo deste ano “surgirão novas startups, novos serviços na nuvem envolvendo computação quântica para mudar nosso modus operandi que encontramos nesses últimos anos”.

Para Selma Migliori, presidente da Abese, que mediou o encontro, “2020 mais do que nunca comprovou na prática os benefícios da tecnologia”. “Mostrou como o nosso setor é essencial. E as empresas conseguiram mostrar uma agilidade em se adequar a esse momento em que estamos vivendo, entregando soluções que atenderam as necessidades dos clientes durante a pandemia”.

O digital na pauta das organizações

A transformação digital, para Ivan, é o que está transformando a oferta de serviços e produtos no país. “Construir sua capacidade de digital é a diferencial que vai impulsionar a resiliência e o crescimento da empresa”, alerta. “Sem o digital o empresários estará simplesmente aguardando o que está vindo, não estará desafiando o seu status quo, não estará tentando vencer uma resistência sem questionar se sabe fazer melhor ou como deve ser sua melhoria contínua”.

Mas o empresário lembra que as organizações estão apenas começando. E passa por uma mudança de cultura. “Quando você fala em inovação não é só o trazer a tecnologia mais avançada do Vale do Silício (EUA). Aquilo que você está fazendo hoje, que é feito de uma forma um pouco diferente para inovar e melhorar a eficácia do seu processo é inovação”.

Mudança no ritmo da empresa

Apesar de reconhecer a aceleração da transformação digital nas empresas brasileiras, Ivan diz que cada local deve seguir seu ritmo. “Esse processo passa por uma mudança de cultura dentro da empresa. É uma iniciativa que tem que começar pequena. Ai você prova aos seus colaboradores que está dando certo. É o momento em que começa a despertar essa ideia na empresa, que começa o engajamento dos funcionários. Ai não será mais o diretor que sairá vendendo essa ideia. São os influenciadores que compraram e gostaram da proposta que irão vendê-la para os demais, reduzindo quaisquer resistências”.

Ivan afirma que num processo de mudança “os líderes são os grandes agentes”. “É o empresário vender a ideia para um grupo menor que irá reproduzi-la” afirma. “Toda transformação imposta cria resistência, conflito e gera choque fazendo com que seja gasta uma energia que poderia ser direcionada para as modificações propostas. Ou seja, primeiro preparamos o time e depois aplicamos várias ferramentas existentes para tornar esse modelo de gestão mais ágil”.

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