O que antes era assunto digno de roteiro de ficção científica, hoje já é uma realidade relevante: a aplicação da inteligência artificial (IA) no videomonitoramento confere às cidades brasileiras resultados promissores, mostrando que a conexão entre IA e captação de imagens – quando feita de maneira eficiente e responsável – pode se tornar uma ferramenta robusta às equipes de segurança.
Um case de sucesso vem do Paraná, que divulgou recentemente que o seu sistema, intitulado Olho Vivo, da Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp), auxiliou na resolução de 1.885 casos em todo o Estado desde o início de sua operação, em dezembro de 2025, integrando as ações das polícias Civil e Militar.
Desenvolvida em parceria com a Pax.ai (mais informações), startup brasileira de IA para forças de segurança pública, a plataforma é capaz de fazer a leitura de placa, modelo e cor de veículos em tempo real, cruzando informações com bases policiais de mandados ativos, enviando uma notificação à viatura mais próxima, que fará a abordagem.
“Outro ponto interessante é a observação e identificação pelo sistema de padrões de trânsito, como no caso de veículos que circulam muitas vezes por determinadas rotas levantando suspeitas”, informa a fabricante.
O coronel Hudson Leôncio Teixeira, secretário da Segurança Pública do Paraná, reforça que muito embora a tecnologia cumpra um papel promissor, nada substitui o fator humano. “O raciocínio policial prevalece. Então, a IA tem auxiliado não só na elucidação de crimes pela Polícia Civil e outras forças, como também à Polícia Militar para planejar o patrulhamento na região”, explica, ao Bem Paraná.
IA na formação de arquitetura integrada
Ao incorporar a IA nas operações de câmeras, gravadores, softwares e recursos analíticos avançados, forma-se uma arquitetura integrada, e, consequentemente, o monitoramento não se resume a somente uma ação reativa, mas parte ativa no processo de segurança. Thiago Henrique dos Santos, gerente de soluções em CFTV da Intelbras, explica não é necessário trocar os equipamentos já instalados, mas embarcar a IA diretamente na câmera, otimizando os processos.
“Até pouco tempo atrás, o videomonitoramento era olhar e buscar imagens. Agora, a IA vem traduzindo em tempo real e criando alertas automáticos, ou seja, é possível ver se há uma situação de risco e prevenir antes que isso aconteça”, enfatiza o executivo, ao site Convergência Digital.
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