Incidentes cibernéticos são principal risco para empresas brasileiras, mostra pesquisa

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Com o avanço acelerado da tecnologia, os ataques e invasões cibernéticas passaram a ser preocupação constante das empresas brasileiras, segundo o relatório Allianz Risk Barometer 2021.

O levantamento ouviu executivos de 92 países para elencar os principais riscos para as companhias neste ano. São eles: a interrupção dos negócios (41%), um surto pandêmico (40%) e os incidentes cibernéticos.

A análise dos dados por país revela, no entanto, que o risco cibernético é o principal para empresas brasileiras, citado por 47% dos entrevistados. Não é para menos. Segundo dados da Fortinet Threat Intelligence Insider Latin America, o Brasil foi alvo de mais de 3,4 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos entre janeiro e setembro de 2020.

“Os riscos cibernéticos são uma preocupação frequente dos gestores de riscos e com as novas legislações relacionadas à proteção de dados e as mudanças nos formatos de trabalho, as empresas estão cada vez mais voltadas para a questão cibernética”, explica Nuno Antunes, Managing Director da Allianz Ibero/Latam.

Assim, é natural que essa expansão da utilização do espaço virtual gere preocupações ligadas à privacidade na internet, segurança de informação e proteção de dados.

A importância da segurança da informação nas empresas se reflete no cuidado com os dados do próprio negócio e na manutenção da segurança deles, o que é primordial para se ter sucesso com a organização, afirma Natália de Souza Rosa Brandino, graduada em Ciência da Computação, com certificação em IT Security Foundations.

Ela observa que a segurança da informação atingiu um novo patamar com a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados, criada para regulamentar todas as atividades relacionadas à coleta, armazenamento e tratamento de dados feitos por uma empresa.

Os dados sensíveis das organizações precisam ficar seguros contra fraudes, acessos indevidos de informação e controle de dados, diz Brandino. Assim, conhecer e manter organizados os tipos de sensibilidade é de extrema importância para garantir o sigilo e o controle, além do conhecimento de quais setores da empresa podem ter acesso direto ou não.

“As atualizações desses acessos ajudam a combater e evitar vazamentos de dados futuros”, lembra a profissional de TI.

Uma pesquisa realizada pela Kaspersky mostrou que 73% dos trabalhadores não receberam treinamento de segurança em TI e metade das organizações que permite o uso de equipamentos próprios pelos funcionários não estabeleceu protocolos para isso.

“Os pequenos detalhes fazem a diferença na prevenção dos dados de segurança da empresa e dos seus clientes. Uma conscientização e treinamento dos funcionários sobre os cuidados necessários é muito eficiente para o cuidado com os dados da organização, dos clientes e até mesmo com os dados pessoais dos funcionários”, diz.

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