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Mudanças na segurança privada alavancam empregabilidade

Da chegada de um novo estatuto até tecnologias físicas e digitais emergentes, esse mercado se vê em meio a procura por profissionais mais qualificados e o encontro estratégico de inovações que facilitam a vida de quem tem a missão de salvaguardar vidas e patrimônios

Quando pensamos em segurança privada, logo nos remete a imagem de um vigilante em uma guarita, geralmente portando um rádio comunicador e um colete com a inscrição: “segurança”. Esse perfil clássico mudou exponencialmente nos últimos anos, com a chegada de incrementos tecnológicos, melhorias de equipamentos eletrônicos e até o trabalho integrado entre a figura humana e a máquina, com dispositivos vestíveis, aplicativos, drones, viaturas computadorizadas e processos remotos mais precisos.

No âmbito regulatório também os avanços foram visíveis, como a aprovação do Estatuto da Segurança Privada (saiba mais aqui) e o crescimento vertiginoso de profissionais nessa área, chegando a mais de meio milhão de profissionais, superando o efetivo das polícias Militar e Civil juntas, de acordo com dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública (2025).

Fiscalizado pela Polícia Federal, esse mercado projeta um crescimento de até 50% nas contratações, com potencial para formalizar cerca de 300 mil novos trabalhadores. “Esse marco regulatório definiu o que é a segurança privada e o que não é, quem pode e quem não pode atuar, já que existia muito o trabalho clandestino. Agora, é cabível de multa e prisão a quem executar a atividade sem autorização”, salientou o major da reserva Arquimedes Gonzaga Gonçalves, presidente do Sindesv-MS (Sindicato das Empresas de Vigilância, Segurança e Transporte de Valores do Estado de Mato Grosso do Sul), ao Midiamax.

Essas mudanças não se refletem apenas no Brasil, mas globalmente: a procura por pessoas cada vez mais capazes de analisar preventivamente, operando sistemas complexos e grandes volumes de dados. Eis que vislumbramos alguns protocolos e estratégias para tornar a segurança privada ainda mais protetora e não cabendo mais o caráter reativo diante de crimes, golpes e demais ocorrências, que, por sua vez, também se sofisticam.

 

Novos ofícios

 

A inteligência artificial (IA) é uma das ferramentas que modernizou muitas profissões, substituiu outras e lançou ofícios que até uma década atrás eram impensáveis, como pilotos de drones, analistas de cibersegurança, especialistas em videomonitoramento inteligente e técnicos em sistemas de segurança eletrônica.

“Exige-se uma atualização constante, alto nível de autodidatismo e certificações específicas. Isso acaba gerando uma lacuna entre o que as empresas buscam e a disponibilidade de profissionais preparados”, alerta Kristian Capeline, coordenador da Escola de Tecnologia da Informação da Universidade Positivo, ao Correio Braziliense.

Já Fábio Mostafe, especialista em Segurança da Informação da Tecnobank, ao mesmo jornal, endossa a importância de atualização constante por parte das pessoas, gerando uma força de trabalho em consonância aos desafios presentes e futuros, em constante flutuação.

“Investir em formação e atrair talentos qualificados são essenciais para garantir a proteção de sistemas complexos, conduzir análises de vulnerabilidades e desenvolver políticas de segurança robustas. Em um cenário de escassez global de talentos, essa prioridade também fortalece a resiliência organizacional”, reconhece.

 

Escolaridade e plano de carreira

 

O que Mostafe e Capeline disseram pode ser refletido em números: segundo um estudo do Grupo Protege, especializado na área, 79% dos vigilantes ativos no país possuem o ensino médio completo e mais de 30 mil estão nos bancos das universidades. Mais que entender de números e algoritmos, inteligência emocional e capacidade de tomada de decisão sob estresse e para proteger patrimônios e pessoas também estão no rol de ações que esses profissionais precisam dominar.

O plano de carreira dentro das organizações do setor também é um atrativo importante investido para retenção e atração de talentos: “Ganha consistência na ponta, com líderes que conhecem a realidade da operação e atuam diretamente no desenvolvimento das equipes, pois ajudam a transformar potencial em evolução concreta, criando um ambiente mais preparado, engajado e alinhado aos nossos desafios”, pontua, ao Você RH, Luciana Novaes, diretora de operações e segurança do grupo.

 

Foto:  BodyWorn by Utility por Pixabay

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