Nova no Brasil, biometria facial pode ser aliada da segurança

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O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) anunciou recentemente um projeto-piloto para que segurados possam provar que estão vivos por meio da biometria facial. Essa tecnologia, que já faz parte do dia a dia de países como Estados Unidos, Rússia, Inglaterra e Japão, chega ao Brasil com a promessa de facilitar o cotidiano dos cidadãos e de ajudar a melhorar sistemas de segurança públicos e privados.

A biometria facial é uma tecnologia que faz o escaneamento da face, capaz de mapear, por meio da extração tridimensional de sua geometria, características singulares de cada indivíduo. É o que já fazem, por exemplo, celulares de última geração – que evoluíram da biometria do polegar para a da face.

Governos de vários países, entre eles a Rússia e a Inglaterra, passaram a utilizar a tecnologia a favor da saúde: ao permitir que câmeras inteligentes façam a biometria facial, esses países têm conseguido detectar indivíduos que não estejam utilizando máscaras contra a Covid-19 nas ruas e prédios públicos, aplicando sanções previstas.

No Brasil, o INSS selecionou 500 mil pessoas para testar se a biometria facial é capaz de fazer prova de vida. Esses beneficiários poderão utilizar um aplicativo que permite fazer o procedimento por meio da câmera frontal do celular (veja mais detalhes neste link). Assim, não precisarão se deslocar até as agências do instituto para comprovar que ainda estão vivos.

Mas não é só o poder público que se beneficia dessa tecnologia. Empresas privadas brasileiras já investem na biometria facial, em especial na área de segurança condominial, como controle de acesso e reconhecimento via câmeras inteligentes. Como desafios para o país, o setor ainda não tem uma regulamentação específica, o tema ainda gera controvérsias que envolvem o direito à privacidade e à liberdade de locomoção e o custo da tecnologia ainda é alto.

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