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O custo invisível das áreas sem conectividade nas operações críticas

Uma falha de conexão pode significar muito mais do que a perda de sinal. Em operações como mineração, energia, construção, infraestrutura ou setor eólico, problemas na comunicação podem representar a interrupção de atividades, atraso na tomada de decisão, riscos operacionais que comprometem a segurança das equipes e dos ativos.

 

Por Andreia Rosa

 

Uma falha de conexão pode significar muito mais do que a perda de sinal. Em operações como mineração, energia, construção, infraestrutura ou setor eólico, problemas na comunicação podem representar a interrupção de atividades, atraso na tomada de decisão, riscos operacionais que comprometem a segurança das equipes e dos ativos.

As empresas desses setores com operações críticas muitas vezes atuam em locais afastados dos centros urbanos, isolados e em alguns casos são os responsáveis por construir a infraestrutura em locais distantes. A conectividade habilita o uso de tecnologias como sensores IoT, veículos autônomos, dispositivos móveis, transmissão de dados, câmeras com IA, integração com sistemas de gestão financeira e administrativa.

A conectividade é um elemento central, precisa ser permanente e sem falhas. Apesar de algumas operações, principalmente no setor de mineração, já terem instaladas redes celulares privativas, a adoção de uma estratégica de infraestrutura de conexão híbrida com satélites de baixa órbita (LEO) aumenta a segurança e a disponibilidade, além de levar conectividade a locais não atendidos pela rede privativa.

 

Infraestrutura de conexão híbrida

 

Já em operações que “levam” infraestrutura a pontos afastados como o setor de construção e o eólico, os satélites de baixa órbita são, muitas vezes, a única opção para solucionar a falta de conexão.

A estratégia de infraestrutura de conexão híbrida possibilita que em caso de problemas na conexão fornecida por redes privativas, rede móvel ou satélites geoestacionários (GEO), haja continuidade nas operações sem interromper o funcionamento de equipamentos IoT e sensores, possibilitando coletar, transmitir e analisar dados sem afetar a produtividade, a tomada de decisão ou falhas no envio de um alerta crítico.

O avanço das comunicações via redes de satélites de baixa órbita sinaliza uma transformação na maneira como a infraestrutura crítica é gerida. A eliminação das zonas mortas permite que a automação, o IoT e sensores sejam aplicados em sua totalidade, sem restrições impostas pela falta de conectividade.

Isso habilita que veículos autônomos, drones de monitoramento e sistemas de manutenção preditiva, que dependem do fluxo constante de dados para operar com eficiência máxima, possam operar, reduzindo a necessidade da atuação de pessoas em condições de risco, além de prevenir falhas nos equipamentos, minimizando paradas dispendiosas e garantindo operações mais confiáveis e eficientes.

 

Mais segurança e ganhos para a equipe 

 

Além dos benefícios operacionais, a infraestrutura híbrida com conexão por meio de satélites de baixa órbita aumenta a segurança ocupacional em atividades críticas. A conectividade permite usar câmeras e IA para identificar se os equipamentos de proteção individual são usados de forma adequada, fazer o monitoramento do local e acompanhar os processos, que envolvem pessoas, para checar se ocorreu algum acidente.

Em ambientes de mineração, construção de obras de infraestrutura, instalação de turbinas eólicas, onde há maior chance de riscos físicos, a conectividade permanente permite a realização de chamadas de emergência ou envio de sinais de socorro a partir de qualquer ponto da operação, o que reduz o tempo de resposta em caso de acidentes e garante um resgate mais rápido.

Outro benefício está no bem-estar dos profissionais que residem em alojamentos temporários em setores como mineração, construção civil, setor eólico, entre outros. O acesso à internet permite o contato com familiares e reduz desafios relacionados ao isolamento, contribuindo para melhorar a qualidade de vida e reduzir o turnover.

Diante de eventos climáticos extremos uma infraestrutura híbrida, que aumenta a resiliência da conectividade passa a ser uma prioridade estratégica, além de reduzir os riscos operacionais, em caso de avarias nas infraestruturas fixas é possível usar a conectividade para pedir socorro, se comunicar com a matriz e familiares.

Adotar uma infraestrutura híbrida possibilita maior visibilidade da operação, desde a construção, extração da matéria-prima até o transporte, segurança dos colaboradores cria um ecossistema industrial mais resiliente e produtivo. Atualmente um projeto de conexão corporativo deve combinar tecnologias e soluções adaptadas às necessidades específicas de cada empresa e setor produtivo, possibilitando operar em diferentes localizações geográficas, com segurança operacional, patrimonial e pessoal.

 

Foto: Deutsche Telekom/Divulgação

Andreia Rosa

Especialista de Produtos e Vendas da Deutsche Telekom Global Business Solutions Brasil

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