Dados comprovam o quanto a utilização de aparelhos celulares está inserida no cotidiano dos brasileiros: de acordo com o módulo anual da PNAD Contínua sobre Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 90,5% da população que vive em áreas urbanas tem ao menos um telefone celular para uso pessoal, enquanto 77,2% dos que estão em regiões rurais possui, ao menos, um aparelho (2024-2025).
Vale lembrar que esses números são ainda potencializados pelas atualizações tecnológicas ou a questão da criminalidade, que leva a aquisição de mais de um aparelho. Eis que essa demanda desencadeia a outro desafio: a proteção de dados, especialmente ao descartar corretamente os produtos obsoletos.
Backup de informações nos celulares
Uma das primeiras recomendações é realizar um backup (confira matéria desse assunto aqui) de documentos e imagens importantes, além de apagar informações e dados sensíveis, retirar de chips e destinar corretamente para estações específicas de reciclagem. E esse movimento é urgente: a Organização das Nações Unidas (ONU) estima que o Brasil produza mais de dois milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano, mas recicla apenas 3% desse total.
No caso das empresas, esses trâmites devem estar de acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), salienta Fernando Rodrigues, gerente de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos (ABREE), entidade que conta em seu site com uma relação de pontos de recebimento de equipamentos eletrônicos.
“Quando eletroeletrônicos são descartados no lixo comum, doados ou repassados sem os devidos cuidados, dados pessoais podem ser acessados por terceiros, aumentando o risco de fraudes, golpes ou uso indevido de informações”, alerta o especialista.
Smartphones seminovos é nicho aquecido
A média de preços de smartphones no Brasil teve em 2025 um aumento de 88%, segundo a agência de mercado IDC, o que impulsionou mais um ramo de negócio: o de smartphones seminovos.
Um levantamento feito pela empresa do segmento Trocafone, com 92 mil consumidores, revelou que essa decisão de compra é influenciada pelo preço e também por essas plataformas disponibilizarem termos de segurança e de garantia.
Já o consumidor é predominantemente homem (75%), autônomo, que troca o dispositivo a cada dois ou três anos (60%), com uma pequena parcela que faz isso anualmente (17%). A utilização, por sua vez, envolve o envio de mensagens e e-mails (82,2%), seguido de trabalho e estudo (76,6%).
“A pesquisa mostra que o recommerce de celulares está deixando de ser uma alternativa. Hoje, representa uma escolha cada vez mais criteriosa e conectada às novas formas de consumo digital”, analisa matéria do site Viva, que divulgou o estudo.


