Noticiamos aqui recentemente que a segurança é o principal problema para 16% dos brasileiros, segundo pesquisa do Datafolha. Investimentos na área, treinamento de efetivos e, principalmente, a presença podem ser a combinação para que essa preocupação se torne ação efetiva. Para tanto, estados e municípios estão aderindo a aproximação com a comunidade para suprir tal desafio por meio de bases móveis e ações itinerantes.
No Amapá, o governo estadual entregou a primeira Carreta da Segurança Pública, avaliada em mais de R$ 12 milhões, com financiamento pelo Fundo Estadual de Segurança Pública (Funsep), sendo que policiais civis, militares, penais e bombeiros receberam treinamento para operá-la.
O semirreboque faz parte do Centro Integrado de Comando e Controle Móvel (CICCM), que tem como propósito percorrer bairros da capital e no interior, equipado com sistemas de alta tecnologia voltados ao monitoramento e à comunicação das forças de segurança.
Monitoramento
Com 13 câmeras, o sistema está apto a integrar monitoramentos privados, ampliando o alcance da vigilância em áreas estratégicas, além de uma torre com alcance de até 15 metros de altura, garantindo um raio de cobertura de nove quilômetros.
“A unidade oferece uma resposta imediata e eficiente para operações estratégicas em todo o território amapaense. Nosso compromisso é levar esse equipamento aos bairros, em parceria com os conselhos de segurança, para aproximar ainda mais a população das ações de segurança pública”, explica Cezar Vieira, secretário de Justiça e Segurança Pública.
Outros exemplos de integração
Em Goiás, a Polícia Militar (PMGO) lançou a Operação Comando-Geral Itinerante, que pretende se estender por todo o estado. A primeira parada foi no 9º Comando Regional, em Catalão, cujo escopo é transferir temporariamente o Gabinete do Comandante-Geral, gerido pelo coronel PM Marcelo Granja, para os comandos do interior, fortalecendo a presença operacional e a integração com a tropa e com a comunidade.
“O Comando-Geral Itinerante segue como um modelo de gestão que evidencia o compromisso da Polícia Militar com uma segurança pública estratégica, ágil e plenamente alinhada às demandas sociais e institucionais”, salienta comunicado.
Já o Distrito Federal conta com a Unidade Integrada de Segurança Pública (UISP), no Setor Comercial Sul, sendo considerado um modelo inédito de atuação integrada já que abarca, em um único espaço físico, todas as forças de segurança, com atendimento ao público e mesmo não sendo itinerante, tem como missão fixar a presença permanente no território.
Também pautada na integração entre órgãos e do uso intensivo de tecnologia, a unidade a concentrar a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), as polícias militar e civil (PMDF e PCDF), além de Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF) e Departamento de Trânsito (Detran-DF), compartilhando informações, recursos e estratégias voltadas para a localidade.
“Ao reunir todas as forças de segurança em um único espaço, em planejamento conjunto, fortalecemos a prevenção, qualificamos o atendimento e aproximamos o poder público da população. É um modelo alinhado ao Segurança Integral, pensado para cuidar das pessoas, do território e da dinâmica urbana”, comemora Sandro Avelar, secretário de Segurança Pública do DF, ao Jornal de Brasília.
Como visto, por meio da interação descrita nessas iniciativas promovidas em todo o Brasil, vislumbra-se possibilidade de tornar o momento presente não como um problema, mas parte do processo para que o cotidiano da população seja menos tenso e mais seguro.
Foto: Governo do Amapá


