Equipamentos, inteligência de dados, capacitação, troca de experiências. Essas são algumas das estratégias que o Brasil está investindo não apenas para fortalecer o seus planos e ações em segurança pública e privada no território, mas também ao se tornar uma vitrine de interesse para outros países, exportando produtos e compartilhando inovações internacionalmente.
A Unidade Embrapii Coppe/UFRJ (saiba mais neste link), por exemplo, apresentou durante a edição do Energy Summit 2026, evento realizado neste mês na Marina da Glória (RJ) em parceria com o Massachusetts Institute of Technology (MIT), soluções em segurança para plataformas de petróleo, com foco na prevenção de desastres ambientais causados por vazamentos de óleo nos oceanos.
Uma delas é o projeto Ariel, tocado em parceria com a Repsol Sinopec Brasil. Trata-se de um sistema robótico inteligente que identifica com precisão vazamentos de óleo em alto mar. De acordo com a Embrapii, trata-se da combinação de drones, veículos autônomos de superfície, sensores locais e imagens remotas para monitorar o mar em tempo real. “Tudo é integrado por algoritmos avançados de detecção e análise de dados’, informa comunicado.
Gamificação em cibersegurança: ideia nacional, adesão de outros países
Outra inovação brasileira que está se espraiando para outros continentes vem da Hacker Rangers, com sede em Campinas (SP), operações em Miami (EUA) e mais de 30 parceiros internacionais que comercializam os produtos da marca brasileira, que tem em seu escopo o treinamento em cibersegurança com gamificação.
Mais de 8 mil pessoas em países como EUA, França, Malásia e Argentina, já passaram pelas capacitações oferecidas pela empresa, cujo perfil é de colaboradores para o letramento digital, um dos grandes gargalos corporativos, haja vista que muitos dos ataques virtuais ocorrem pela ausência de boas práticas nesse ambiente. “O fator humano é um dos mais importantes no combate aos cibercrimes”, arremata Vinícius Perallis, CEO da Hacker Rangers.
Uma das clientes é a seguradora argentina Mercantil Andina, que contabiliza 1.145 ciberatitudes (boas práticas e detecção de problemas) implantadas pelos times aderentes ao programa brasileiro dentro da rotina. “Hoje, temos quase 70% de acessos dos colaboradores no programa e mais de 30% de participação voluntária”, comenta Emmanuel Chavez, analista de Segurança da Informação da empresa, ao Hora Campinas.
Foto: Mirela Azevedo – Embrapii


