Dois casos no mundo chamaram a atenção sobre o crescimento de sistemas energéticos mais sustentáveis e ocorrências de furtos e roubos: na Austrália, uma onda de furtos de fios de cobre em estações de carregamento para carros elétricos está afetando cidades como Newcastle e Raymond Terrace.
De acordo com reportagem do jornal O Globo, a principal operadora de carregamento da Austrália, a Evie Networks, está usando uma tecnologia chamada de CableGuard: trata-se de um líquido que é liberado no cabo ao ser cortado, com identificação forense.
“A substância brilha sob luz ultravioleta e possui um código registrado em um banco de dados acessível à polícia, permitindo rastrear a origem do cobre recuperado”, informa a reportagem.
Segurança perimetral
Outra ocorrência foi no Brasil, em uma usina solar na cidade de Perdizes (MG), que teve um prejuízo de R$ 500 mil em equipamentos, como o roubo de materiais e cabos de cobre, incluindo o próprio DVR (Digital Video Recorder ou Gravador Digital de Vídeo) da unidade.
O avistamento de dois drones sobrevoando a usina após a fuga, e uma dessas aeronaves não tripuladas já havia sido avistado na área dias antes do crime. Uma das formas para evitar tal ponto está na detecção antecipada por meio de soluções tecnológicas. De acordo com a Ôguen, empresa do segmento, a segurança perimetral é um passo importante para tomada de decisão de maneira mais célere.
Entretanto, não é possível “abater” drones, já que é tecnicamente complexo e juridicamente restrito no Brasil, alerta a companhia, ao site Segurança Eletrônica: “Quando um drone é detectado, a equipe de segurança recebe o alerta e pode reforçar a vigilância, acionar as autoridades, registrar a ocorrência e tratar aquela instalação como um alvo potencial em estudo”, destaca.
Evitando prejuízos
A aplicação de estratégias para evitar furtos de cabos e demais sistemas de energia está evitando prejuízos. Uma parceria da Equatorial Piauí e autoridades policiais resultou na realização de 215 operações, uma média de 36 ações por mês, somente no primeiro semestre do ano.
Desse total, 48 ações foram voltadas ao combate ao furto de energia, 14 para recuperar materiais, 49 de apoio a cortes e 104 atividades preventivas. A distribuidora também contabilizou 44 autuações policiais e R$ 260 mil em recursos recuperados, considerando equipamentos e materiais apreendidos. “Esse combate vai muito além do prejuízo financeiro, já que atos criminosos impactam diretamente a qualidade do fornecimento, a segurança das comunidades e o funcionamento de serviços essenciais”, analisa Johnathan da Costa, gerente corporativo de Segurança Empresarial da concessionária.
Foto: Divulgação/Equatorial


