A confiança é um dos pilares para relações corporativas serem saudáveis e produtivas e quando isso envolve a cibersegurança, torna-se essencial para a reputação e progresso das operações. Entretanto, uma pesquisa releva que somente 5% das empresas globais se sentem, literalmente, seguras com seus fornecedores de soluções contra ameaças virtuais.
O dado vem de um levantamento da consultoria Sophos, divulgado pelo TI Inside, feito com 5 mil organizações em 17 países, mostra ainda outros agravantes: 79% têm dificuldade em avaliar a confiabilidade de novos parceiros de cibersegurança, e 62% afirmam enfrentar o mesmo com fornecedores atuais.
Essa desconfiança se resvala, inclusive, na saúde mental das lideranças, haja vista que 51% dos respondentes admitiram sentir sintomas de ansiedade apenas por pensar na probabilidade de um incidente cibernético. “Com o aumento da pressão regulatória global, as organizações precisam demonstrar diligência na seleção de fornecedores, especialmente quando a inteligência artificial (IA) está envolvida”, alerta Phil Harris, diretor de pesquisa de soluções de Governança, Risco e Compliance na International Data Corporation (IDC), que colaborou com o relatório.
Para o especialista, a transparência precisa ser o aporte dos fornecedores de cibersegurança, apresentando dados claros, acessíveis e detalhados a seus solicitantes, de forma a assegurar que os processos e proteções de dados sensíveis sejam mais precisos e constantes. “A confiança está deixando de ser uma mensagem de marketing para se tornar um requisito de conformidade defensável”, arremata.
Saúde mental e tecnologia
Falando do Brasil, outra pesquisa descortina uma realidade complexa sobre saúde mental: segundo dados no Ministério da Previdência Social, mais de 546 mil trabalhadores precisaram se afastar por conta da saúde mental em 2025, uma alta de 15,6% em relação a 2024.
A tecnologia, contudo, pode ser uma aliada nesse processo. Um outro levantamento, este feito com participantes do Programa Mental Health, do plano de saúde premium Care Plus (saiba mais), mostrou que 91% dos beneficiários (2025) diminuíram reações físicas de ansiedade (tremores e palpitações); 83,5% tiveram episódios ocasionais ou raros de insônia; 88,7% que tinham sinais de desesperança apresentaram evolução positiva ao longo do acompanhamento.
A operadora conta com a plataforma Blua, um ecossistema em que o usuário transita entre o suporte virtual e o presencial, permitindo que o tratamento seja flexível. “Ao adotar ferramentas que se adaptam à realidade do colaborador, as organizações asseguram a sustentabilidade operacional”, afirma Ana Paula Lima, coordenadora de Psicologia do Grupo Care Plus, ao Segs.


