A busca por segurança veicular elevou a aquisição de rastreadores, especialmente em áreas de logística e comércio eletrônico. De acordo com a consultoria Mordor Intelligence, esse mercado global atingirá um faturamento de USD 60 bi até 2030, impulsionado pelo aumento de frotas nesses setores e pela adoção de plataformas baseadas em nuvem.
Em um cenário heterogêneo de casos de roubos e furtos, o foco, entretanto, não está apenas no monitoramento de um bem, mas em salvaguardar a integridade física de motoristas. Em números, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, entre 2014 e 2024, foram registrados dois milhões de furtos veiculares. Na outra ponta, em localidades como São Paulo, houve uma queda no primeiro trimestre deste ano de 11,3%, na comparação com o mesmo período do ano passado, totalizando mais de 19 mil registros, segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública do estado de São Paulo (SSP-SP).
A tecnologia é uma das grandes aliadas para esse cenário mais incisivo: o estudo da SSP-SP reforça a importância de programas como o Muralha Paulista (mais informações neste link), que conta com a conexão entre câmeras e sensores de órgãos públicos e privados a bancos de dados.
Nela é possível identificar de veículos furtados ou roubados, além de pessoas procuradas pela Justiça, por meio da leitura de placas e reconhecimento facial, conforme explica o coronel da Polícia Militar, Carlos Lucena, à Agência Brasil. “As quedas são resultado de um trabalho sistêmico integrado, com uso de tecnologia, como drones de alta resolução e o programa Muralha Paulista, aliado à gestão operacional do policiamento”, salienta o militar.
Autonomia operacional
Como visto, os avanços tecnológicos, como a Inteligência Artificial (IA) e digitalização de processos, são parte do processo, pois entregam esse rastreamento na “palma da mão”, com aplicativos, por exemplo. “O setor passou por uma transformação significativa nos últimos anos, ocupando um papel estratégico na logística, telemetria e inteligência operacional. Essa demanda por monitorar em tempo real cresceu com força, impulsionada pelo avanço do agronegócio e do e-commerce”, comenta André Luiz Ota, CEO da Ikonn, empresa do setor, ao Terra.
O especialista ressalta que não é preciso grandes investimentos para essa tarefa, por conta da redução das barreiras tecnológicas, tornando o mercado de monitoramento mais acessível e escalável. “Hoje, empresas conseguem operar com plataformas White Label robustas sem precisar investir pesado em infraestrutura própria ou equipes internas de desenvolvimento”, observa Ota.
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