A busca por segurança digital garante a ascensão do mercado de certificação

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Quando a pandemia levou indústrias, comércio e serviços a fecharem suas portas devido à necessidade do distanciamento social, fundamental no combater à propagação da Covid-19, profissionais de tecnologia e de segurança da informação tornaram-se protagonistas de uma transformação que caminhava a passos lentos no país.

“Nesse momento, em que empresas de todos os portes e segmentos voltaram sua atenção para as ferramentas disponíveis para garantir a continuidade de seus negócios e a segurança da sua operação, ganhou destaque a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira – ICP-Brasil, eixo fundamental do Sistema Nacional de Certificação Digital”, lembra Thaís Covolato, coordenadora do Comitê de Identidades Digitais da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico  – camara-e.net, em artigo de sua autoria publicado no site Convergência Digital.

De acordo com Thaís, houve, durante o ano passado, um crescimento de 20% no segmento que superou do seis milhões de certificados digitais emitidos em doze meses. Para que isso fosse possível, segundo ela diz em seu artigo, houve uma “rápida adaptação das Autoridades Certificadoras e das Autoridades de Registro à nova realidade devido à atualização das normas infralegais, já que se trata de um mercado regulado pelo Comitê Gestor da ICP-Brasil”.

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Atualmente existem mais de duas mil certificadoras credenciadas no país, que empregam mais de 36 mil funcionários no atendimento ao cliente. “A atuação destes profissionais no processo de emissão dos certificados digitais, mesmo que por videoconferência, é um importante mecanismo de segurança para toda a infraestrutura”, analisa Thaís.

A coordenadora destaca ainda que “em 2019 o colegiado já havia aprovado normativa permitindo que usuários já identificados e cadastrados na infraestrutura pudessem ser atendidos por meio de videoconferência”. “Esta prerrogativa foi essencial para que o setor pudesse rapidamente retomar a curva de crescimento em 2020”, garante.

O certificado digital no padrão da ICP-Brasil, explica Thaís, “permite ao usuário se autenticar em sistemas com confiabilidade, assinar com validade jurídica documentos digitais e realizar transações eletrônicas seguras, garantidas por criptografia assimétrica”. “Dessa forma, o uso do certificado digital confere autenticidade, integridade, segurança e validade jurídica a documentos, aplicações e transações eletrônicas, já que os atos realizados com o seu uso, por Lei, são equiparados a uma assinatura manuscrita”, conclui a autora do artigo.

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