Fluxo de caixa, gestão logística, proteção de informações de clientes, monitoramento de perímetros. O que todas essas atividades têm em comum? A necessidade de um gerenciamento de dados, alicerçada em soluções tecnologias que tornem as empresas e prestadoras de tais serviços menos reativas, antecipando riscos e protegendo ativos.
Os desafios, contudo, ainda são maiores: de acordo com dados da Deloitte, embora mais de 90% das empresas acompanhem indicadores de riscos, 76% ainda estão em estágios reativos ou iniciais, e apenas 9% possuem modelos avançados de antecipação.
Rafael Bernardini, CEO da Sekron Digital, comenta que na área de monitoramento, proteger também significa perceber sinais e tomar decisões antes que um problema se instale e se torne ainda mais desafiador, especialmente em um cenário de ameaças cada vez mais dinâmicas.
A ideia é mudar a percepção de algo isolado para uma integração de eventos de segurança, ou seja, ao aplicar soluções e analisar dados, a inteligência é capaz de conectar informações, identificar padrões e transformar o que seria apenas uma hipótese em um conhecimento aprofundado.
“Uma ocorrência pode parecer pequena, mas, analisada junto a outros dados, pode revelar uma tendência, uma vulnerabilidade recorrente ou um risco crescente”, destaca o executivo, em artigo ao Segurança Eletrônica.
Prevenção de perdas
Já no que se refere aos inventários do setor varejista, os dados podem prevenir perdas, um quesito que causa arrepios, especialmente aos pequenos negócios.
Em números, o varejo brasileiro perdeu R$ 42,1 bilhões em 2025 em decorrência de fraudes, erros e roubos, segundo a Pesquisa Abrappe de Perdas no Varejo Brasileiro, divulgada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).
Vanessa Urbieta, gerente de Desenvolvimento de Negócios da Inwave, também concorda que a integração de inteligências é determinante para a celeridade e antecipação de perdas. O uso de câmeras, antenas antifurto e outros dispositivos precisam ser compreendidos como partes de uma estrutura maior, endossa a especialista.
“Isoladamente, cada tecnologia cumpre uma função; conectadas, ampliam a capacidade de compreender o que acontece na operação. Prevenir perdas, portanto, é transformar cada ocorrência em conhecimento para agir melhor na próxima vez. Esse é o movimento que leva de uma lógica reativa para uma gestão responsiva”, conclui a gerente.
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