A segurança ainda encabeça os índices de preocupações da população brasileira: um estudo da BTG/Nexus divulgado neste mês (confira) mostra que um dos maiores gargalos do país foi esse tema, citado por 34% dos entrevistados, em seguida a saúde pública, figurando 31,1% das menções.
Por outro lado, a confiança nas polícias teve um saldo positivo, de acordo com Pesquisa Nacional de Segurança e Tecnologia, da Quaest em parceria com a Pax, empresa brasileira de IA aplicada à segurança pública: as Polícias Militar e Federal lideram as notas positivas, com 45% e 44%, respectivamente, seguidas pela Civil, com 41%.
Em relação às tecnologias, como a inteligência artificial (IA) utilizada no combate à violência, a aprovação foi de 86% dos 2.004 brasileiros de 16 anos ou mais respondentes. A percepção do aumento da violência nos últimos dois anos, por usa vez, foi sentida por 70% da fatia, enquanto a corrupção foi mencionada por 22%.
Tecnologia como parte do trabalho policial
David Peixoto, CEO da Pax, ao Estadão, analisa que o assunto é complexo e que o reconhecimento facial e o monitoramento por câmeras fazem parte do processo, mas não se resolvendo de forma isolada. “Elas contribuem quando potencializam a ação policial, tornando o trabalho mais rápido, preciso e efetivo”, aponta.
Já Guilherme Russo, diretor de Inteligência em Opinião da Quaest, acrescenta que o levantamento demonstra a abertura dos brasileiros ao uso de tecnologia ao apoio tático. “Isso confirma a preocupação atual dos brasileiros com a segurança pública”, diz.
Ministério da Segurança Pública
Já outro levantamento, do Real Time Big Data, ouviu a população durante o período eleitoral sobre a possibilidade de uma retomada do Ministério da Segurança Pública: 60% são favoráveis, enquanto 22% são contrários e 18% não têm opinião formada. À Record News, Bruno Soller, analista do instituto, disse que esse assunto teve um dos maiores índices de opinião não formada na pesquisa, feita entre 15 e 19 de outubro.
“As pessoas entendem que quando se coloca um ministério é para uma atenção maior àquela pauta, ou seja, a maioria acaba por ser a favor. Agora, chama atenção que talvez essa parcela de ‘não ter uma opinião formada’, seja por pensar se realmente essa questão institucional resolverá ou não o problema da segurança”, frisou o especialista.
Foto: Divulgação/Governo de SP


