Segurança da informação tem sido essencial para o sucesso das fintechs

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Por Bruno Prado*

Mesmo aqueles que conhecem pouco o sistema financeiro nacional, certamente já ouviram falar das fintechs. As empresas deste nicho, que combinam o poder tecnológico com o desenvolvimento de serviços financeiros, cresceram de forma significativa nos últimos anos por trazerem facilidade, praticidade e eficiência em um setor reconhecidamente complexo e burocrático. Entretanto, o que separa uma empresa de sucesso daquela que fracassa não é apenas a capacidade de desenvolver recursos inovadores, mas também a preocupação que demonstra com a segurança dos dados dos clientes.

Levantamento da Associação Brasileira das Fintechs (ABFintechs) em parceria com o Sebrae indica que há aproximadamente 400 empresas deste nicho em operação no Brasil — o que faz do país o maior mercado da América Latina. Além disso, estudo da consultoria PwC mostra que, apesar do impacto que muitas empresas estão proporcionando ao sistema financeiro, este segmento ainda é muito novo: 46% delas nasceram a partir de 2016 (não possuem nem três anos de fundação) e 51% se consideram em início de operação — além de 8% que ainda estão na fase de idealização e elaboração do MVP (produto mínimo viável).

Como qualquer startup, essas empresas apostam no avanço das soluções tecnológicas para desenvolverem produtos e serviços inovadores e que ofereçam mais eficiência aos usuários. Entretanto, as tecnologias que possibilitam inúmeras vantagens são as mesmas que apresentam novos riscos. O principal deles é relacionado à segurança da informação. Conceito que é importante para outras áreas, mas que revela-se essencial para as fintechs. Afinal, os produtos e serviços que elas oferecem acabam lidando, de forma direta ou indireta, com as movimentações financeiras dos clientes, exigindo um cuidado redobrado e políticas claras de prevenção para manter a confiabilidade do sistema.

Basta um descuido com a segurança para que os clientes tenham informações comprometidas, ficando à mercê de golpes praticados por cibercriminosos. O que deve contribuir com a gestão correta e mais segura dos dados por parte das empresas é a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), sancionada em agosto de 2018 e que entrará em vigor em 2020.

É necessário que não só as fintechs, mas todas as empresas, tenham a preocupação de blindar os sistemas e infraestrutura do ponto de vista da segurança da informação. Assim, uma fintech de sucesso não é apenas aquela que consegue desburocratizar por meio de soluções tecnológicas um setor tão burocrático quanto o financeiro, mas também aquela que aproveita essa evolução para garantir, principalmente, a segurança das transações e o sigilo das informações pessoais de cada cliente.

*Bruno Prado – CEO e Presidente da UPX.

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