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Segurança nas escolas une conscientização e prevenção a favor da comunidade

A figura das rondas escolares, com viaturas presentes no entorno dos estabelecimentos e pelas ruas que os circundam, tomou outras formas nos últimos tempos, com a presença de policiais não somente nos portões, mas também em atividades de conscientização contra bullying, drogas e criminalidade, colaborando com a cidadania e também com o envolvimento não somente de forças de segurança, mas diversos órgãos.

A figura das rondas escolares, com viaturas presentes no entorno dos estabelecimentos e pelas ruas que os circundam, tomou outras formas nos últimos tempos, com a presença de policiais não somente nos portões, mas também em atividades de conscientização contra bullying, drogas e criminalidade, colaborando com a cidadania e também com o envolvimento não somente de forças de segurança, mas diversos órgãos.

E números mostram que essa ação conjunta é favorável: dados do Batalhão de Policiamento Escolar do Distrito Federal (BPesc) mostram que, entre 2024 e 2025, o total de atendimentos relacionados ao contexto escolar caiu de 2.248 para 1.411 registros, uma redução de 37,2%.

O trabalho tem como base a Secretaria de Educação (SEEDF) em conjunto com diferentes órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF), o que inclui protocolos de enfrentamento à violência, elaborados pela própria secretaria, de caráter informativo para gestores e equipes em temas situações de conflito, ameaça ou agressão.

Para facilitar a adesão, essas informações foram convertidas em um cartaz distribuído para todas as escolas, incluindo procedimentos de acolhimento, comunicação e acionamento da rede de proteção. De acordo com o Bpesc, unidade da Polícia Militar responsável pelo atendimento direto às escolas da rede pública, o Batalhão Escolar desenvolve ações no interior das escolas e no perímetro escolar, por meio de operações preventivas, palestras educativas e roteiros de patrulhamento.

“Temos investido em prevenção, formação de profissionais, mediação de conflitos e protocolos claros de atuação. Esse resultado mostra que orientar as escolas, apoiar as equipes e fortalecer a cultura de paz gera impacto real no cotidiano das unidades”, arremata a chefe da Assessoria Especial de Cultura de Paz da SEEDF, Ana Beatriz Goldstein, à Agência Brasília.

 

Escolas seguras

Pelo país há diversas ações por parte de estados e municípios com o foco na segurança dos estudantes e participação das polícias. Em Araçatuba (SP), a Guarda Civil Municipal (GCM) conta com três viaturas e 12 guardas civis para tais atividades, em atendimento a 31 escolas de Ensino Fundamental e 40 unidades de Educação Infantil da rede, que reúnem 15.631 alunos de 0 a 11 anos.

Juntamente com o patrulhamento, a equipe também fortalece o vínculo com os alunos. “A atuação é preventiva e educativa. O objetivo é assegurar um ambiente seguro para o desenvolvimento das atividades escolares”, frisa o secretário municipal de Segurança Pública, Júlio César dos Santos.

Já em Cariacica (ES), a Patrulha Escolar da Guarda Municipal reforça a segurança de mais de 55 mil estudantes, professores e colaboradores durante o período letivo, alcançando as 128 escolas da rede e reunindo ações contínuas que reforçam a proteção dentro e no entorno das unidades.

“Além do trabalho com as rondas, nós atendemos às demandas de urgência por meio do botão do pânico, que envia um sinal direto para o nosso centro de operações. Também realizamos palestras educativas conforme a necessidade de cada escola”, afirma o comandante da Guarda Municipal de Cariacica, Lucas Pereira.

Em Mato Grosso do Sul, a Ronda Escolar atua nas cidades de Campo Grande, Dourados e Ponta Porã, sendo que na capital, o policiamento é realizado pelo CPM (Comando de Policiamento Metropolitano), com sete viaturas distribuídas em sete regiões e 28 policiais militares.

A estrutura atende mais de 44 mil estudantes da Rede Estadual de Ensino e apenas em 2025, foram registrados 3.812 atendimentos, entre ações preventivas e ocorrências, informa o CPM. Ao Campo Grande News, o comandante de Policiamento Metropolitano, coronel Emerson de Almeida, sublinha que as ocorrências são, em sua maioria, para prevenir e reprimir atitudes como uso de cigarro eletrônico, brigas, abordagens a pessoas e veículos suspeitos no entorno das escolas.

Em Itapema (SC), a prefeitura ampliou, inclusive, a contratação de vigilância privada e estendeu projeto Escola Segura a toda a rede municipal, com o objetivo de reforçar a proteção de estudantes, professores e demais servidores das instituições. Antes da ampliação, o serviço era disponibilizado apenas nos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs), e, agora, cada unidade escolar contará com equipe fixa de segurança privada de forma integrada com a Guarda Municipal.

“A segurança sempre foi prioridade para nós. No ano passado (2025), começamos pelos CMEIs e conseguimos estender o serviço para todas as escolas municipais. Isso traz mais tranquilidade para as famílias e fortalece o ambiente escolar”, diz, ao SC em Pauta, o secretário de Educação, Valdir Nesi Filho.

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