Empresas buscam soluções para adaptar programas de fidelidade à LGPD

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Boa parte dos programas de fidelidade do varejo está atrelada ao fornecimento de informações ou documentos, tais como o CPF, na hora da compra. Isso, por um lado, desperta desconfiança de muitos clientes; por outro, adiciona complexidade aos processos da empresa, ainda mais com a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

A LGPD, vale lembrar, estabelece as condições segundo as quais os dados pessoais podem ser tratados, define um conjunto de direitos para seus titulares e define obrigações específicas para quem os controla. As organizações que infringem a lei estão sujeitas a uma série de punições, de simples advertências a multa de até 2% do faturamento.

Diante disso, muitas empresas têm procurado alternativas para manter seus programas de fidelidade sem pedir demais de seus clientes. E algumas soluções têm aparecido. A Inspiring, especializada na criação de canais digitais de relacionamento, por exemplo, recentemente lançou um serviço que promete garantir os mesmos benefícios dos programas sem a necessidade de se fornecer dados pessoais.

“A relação do cliente com a loja é anônima e a recorrência em compras é recompensada com descontos diferenciados. Com esta solução, queremos mostrar ao mercado que é possível saber o que é relevante para o cliente sem precisar que ele abra os seus dados pessoais”, afirma João Mota, CEO da Inspiring.

De acordo com Mota, há todo um processo profiling usando algoritmos de aprendizado em máquina, e a seleção de ofertas é realizada por meio de Inteligência Artificial (IA). A ideia, com isso, é permitir às redes ampliar a frequência e o ticket médio de compra – a partir dos programas e fidelidade -, sem desperdiçar tempo cadastrando informações e, ainda por cima, respeitando a LGPD.

Fonte: Exame

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