Em um mundo cada vez mais conectado e interligado às questões importantes da vida, como as finanças e a proteção de dados, a preocupação com a segurança digital ainda é uma vertente no cotidiano das pessoas.
Uma pesquisa com consumidores na América Latina, Caribe e Brasil aponta que 47% não se sentem protegidos online, destacando os golpes como a maior frustração ao realizar transações digitais. Na outra ponta, 80% dos respondentes afirmam sentirem-se capazes de evitar tais fraudes, o que denota uma maturidade em entendimento do assunto.
Realizado pela bandeira de cartões Mastercard em parceria com The Harris Poll entre 8 e 25 de setembro de 2025, foram ouvidos 13.077 consumidores em 15 mercados, incluindo 1.006 no Brasil, divulgado pelo Monitor Mercantil.
“À medida que a região continua sua jornada de transformação digital, as pessoas vivem uma realidade dupla — são confiantes, digitalmente experientes e abertas à inovação, mas também conscientes de que os golpes estão se tornando mais sofisticados”, afirma Ana Lucia Mangliano, vice-presidente Executiva de Serviços da Mastercard para a América Latina e do Caribe.
Novo balanço patrimonial
Se para as pessoas comuns os prejuízos em uma fraude já causam um grande transtorno, nas empresas os vazamentos de dados, ataques de ransomware e fraudes digitais passam a ser passivos financeiros, podendo acabar com um bem essencial: a reputação corporativa.
Outro levantamento, este da gigante de tecnologia IBM, mensurou calculou que o custo médio global de um vazamento de dados é de US$ 4,88 milhões por incidente, e no Brasil, esse montante já ultrapassa US$ 1,4 milhão.
Para Vinicius Oliverio, fundador da startup urmobo, as organizações que veem a segurança digital apenas como um investimento em software e hardware observam apenas uma parte do problema, que é complexo e real.
O articulista, ao InfoMoney, alerta que a segurança se tornou uma das métricas mais importantes nas agendas de ESG, especialmente no pilar da governança, já que ao se descuidar da proteção de dados, a empresa pode descortinar uma fragilidade institucional e imaturidade digital, fatores que pesam e afastam investidores e parceiros estratégicos.


