Solução inédita leva inteligência artificial para missões em alto mar  

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Uma iniciativa inédita no Brasil trabalha com Inteligência Artificial (IA) para aumentar a capacidade operacional em missões de busca e salvamento lideradas por profissionais da Aeronáutica e da Marinha. A Fundação CERTI, principal hub de tecnologia de Santa Catarina, e a startup Iana estão desenvolvendo a segunda etapa de uma solução com visão computacional que facilita o reconhecimento de pessoas e objetos em alto mar.

 

Segundo Maurício Ibarra Dobes, diretor executivo da Fundação CERTI, a ferramenta dará o suporte para os profissionais da Marinha e da Aeronáutica para otimizarem os seus trabalhos. “A ideia do uso de IA nas buscas de salvamento em alto mar é justamente diminuir o tempo de busca de pessoas e náufragos, dar maior assertividade, bem como identificar possíveis acidentes o mais rápido possível”, comenta o executivo.

 

Ferramenta para decisões estratégicas

 

A ferramenta será um suporte para a tomada de decisão estratégica pelos próprios militares. “A inteligência artificial é um grande apoio a processos de tomada de decisão, viabilizando maior assertividade e facilitando decisões com base em grande volume de informações, dados e imagens. Não visa substituir a atividade de uma pessoa, mas sim facilitar seu dia a dia e o trabalho”, comenta Dobes.

 

A IA foi treinada a partir de imagens do mar para aprender seus movimentos, nuances de cores e como se comporta com as ondas, desta forma, tornando o trabalho de busca mais rápido, já que elimina padrões. O foco do projeto está em ajudar nas missões que envolvem embarcações desaparecidas, pessoas ao mar e acidentes aeronáuticos e ambientais.

 

A solução de busca e salvamento é a única no Brasil com esta finalidade. “Recebemos o certificado de desenvolvimento de produto estratégico de defesa, pois há o interesse do Brasil em dominar essa tecnologia”, comenta Pedro Henrique Piccoli, CTO e co-fundador da Iana. O projeto foi iniciado em agosto de 2020 e teve sua primeira fase concluída em março de 2021, com bons resultados alcançados. “Registramos boa performance, com o sistema conseguindo distinguir pelas imagens o que é água e o que não é”, afirma Dobes. A segunda etapa, que envolve testes com novos modelos de câmeras, inclusive de infravermelho, está em fase de operacionalização e ocorre ainda no primeiro semestre deste ano.

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