Definida como serviço essencial, segurança eletrônica busca soluções na pandemia

Get real time updates directly on you device, subscribe now.

As restrições provocadas pela pandemia foram ampliadas pelo governo do Estado de São Paulo. Apenas serviços essenciais como saúde, alimentação e segurança foram mantidos, enquanto o restante foi obrigado novamente a fechar na tentativa de impedir o avanço do coronavírus.

Definida como essencial por integrar o segmento de segurança privada, a segurança eletrônica também tem desenvolvido esforços para oferecer soluções que atendam esse momento de verdadeiro caos pelo qual passa o país.

De acordo com a presidente da Abese – Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança, Selma Migliori, a entidade tem contribuído com o mercado de segurança eletrônica de modo a garantir seu desenvolvimento sustentável, “pensando na preservação da vida mediante a aplicação de recursos tecnológicos capazes de contribuir também com a redução das taxas de contaminação”.

“Foram diversos estudos, lives, potencializamos a academia Abese, não só com curso em EAD, mas com cursos online, interações com o poder público, vídeos informativos, atendimentos dentro de um comitê de gestão de crise, criado principalmente para atender nossos associados”, afirmou durante a live “Especial Mês das Mulheres”, que debateu as “Restrições, Vacinação e os Impactos no Mercado de Segurança Eletrônica”. Ela lembrou ainda que o movimento tecnológico permitiu que a associação criasse mais proximidade com todo o Brasil por meio de reuniões virtuais.

>> Reconhecimento facial ganha espaço em projetos de segurança que “decolam” com a pandemia

>> Setor de segurança Eletrônica cresceu 13% no ano passado

>> Portaria remota é um dos nichos do mercado de Segurança Eletrônica que mais cresce no país

Já Alessandra Faria, diretora da Axis Communications para o Brasil, lembrou que ninguém imaginava a proporção que a pandemia iria tomar. “Mas estávamos preparados. Na medida em que a pandemia foi avançando e o cenário piorou, tivemos que fazer adaptações. Tenho área de importação, administrativo-financeira, pessoas que precisam estar no escritório para emissão de notas fiscais, a área comercial que estava constantemente com clientes e fazíamos eventos com 200, 250 pessoas. Tivemos que pensar fora da caixa. Foi um ano difícil, mas as pessoas sempre foram a nossa prioridade. Manter todos em boas condições inclusive clientes e fornecedores.”

Reaberta em outubro do ano passado, a Axis teve que fechar novamente devido à nova fase de contaminação. “Estamos vendo que é um novo momento, as pessoas estão cansadas e por isso estamos oferecendo apoio psicológico. Mas, nessa segunda fase estou vendo mais colaboradores e familiares se contaminando e isso é preocupante. Em 2020 tivemos um ou dois casos. Agora, em apenas duas semanas tivemos vários casos de funcionários e seus familiares, ou pessoas próximas contaminadas”.

Para Alessandra, o momento requer calma e foco. “No entanto, preciso manter o time motivado, trabalhando, atendendo os clientes e movimentando a economia. É necessário manter esses empregos ativos, ao mesmo tempo em que continuamos a priorizar a saúde das pessoas. Tenho esperança de que, com a vacina, as coisas irão, pouco a pouco, se normalizando”.

A diretora da Axis acrescentou que, apesar de todas as dificuldades houve crescimento dos negócios no ano passado. “Temos algumas soluções que determinam níveis de ocupação em ambientes e circulação. Assim, podemos contribuir no sentido da ocupação, controle fluxo de pessoas, de monitoramento de imagens, de mensagens de áudios para controlar as aglomerações, como o uso de totens na rua para avisar a população sobre as medidas de segurança e novas determinações e orientações”.

“Quando paramos, no dia 18 de março do ano passado, corríamos na frente, mas agora corremos atrás e muito atrás. A situação está caótica aqui no Rio Grande do Sul”, disse Mônica Isabel Heidrich, diretora da Heidrich Sistemas Eletrônicos. Com sede em Taquara, no interior do estado gaúcho, a empresa de monitoramento eletrônico aposta no seu quadro funcional. “Fizemos ajuste de quase 20% nos salários da base para ter a equipe motivada e comprometida. No meio da pandemia, em 2020, readotamos o plano de saúde para todos os salários. E, apesar deste momento bastante assustador, reorganizamos a empresa, investimos. O saldo, no final foi positivo. Fizemos algo que levaria anos em período normal. Mas lamentamos o lado negativo que são as vidas perdidas”.

Setor jurídico na linha de frente

Para a assessoria jurídica da Abese tem sido um desafio acompanhar todas essas mudanças e ter uma resposta rápida para o mercado. De acordo com Suelen Sanchez, sócia da S&A Advogados e advogada da associação, este é um momento de muito medo, pressão. “Temos a necessidade de estar na linha de frente, analisando todos os decretos para poder orientar as empresas em suas tomadas de decisão, pois o cenário está cada vez mais desafiador”, afirmou.

Suelen lembrou que a vacinação ainda está num ritmo incipiente, mas espera que, com o avanço das aquisições e a produção local de mais doses, o processo se acelere a ai surgirá outra questão, a obrigatoriedade da vacina. “A situação está indefinida ainda, mas já existem alguns instrumentos que podem obrigar as pessoas a se vacinarem, a exemplo da exigência da carteira de vacinação em algumas atividades, como a escolar. Essa ferramenta é adotada como incentivo para a imunização. Mas também podem surgir outras iniciativas”.

Comments are closed.