Sabemos que a inteligência artificial (IA) está presente em vários setores do nosso cotidiano e ela também está impulsionando mercados importantes brasileiros, como o de segurança eletrônica.
Recente levantamento da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (ABESE) mostra que esse setor crescerá 18,8% e vai ultrapassar o faturamento de R$ 19 bilhões em 2026. Fazendo um comparativo, o mercado movimentou R$ 16 bilhões, em 2025, avanço de 16,2%.
Com os processos de digitalização cada vez mais fortes, como coleta de biometria, monitoramento em tempo real e a aplicação de IA, abrem-se mais possibilidades para a prevenção de furtos, invasões e demais ocorrências em edificações diversas comerciais e residenciais.
Entre os destaques estão os sistemas de analytics, que coletam, analisam e interpretam dados, além de softwares para identificação de movimentações atípicas dentro de uma edificação (entrada em uma área restrita, fluxo incomum de veículos, pessoas não cadastradas).
Precisão no monitoramento
Na outra ponta, as empresas prestadoras desse serviço também precisam estar atentas sobre a responsabilidade de salvaguardar essas informações sensíveis, como imagens, registros de circulação e dados biométricos.
Isso também reverbera em um item que muitas vezes é negligenciado: a verificação da qualidade desses materiais para não incorrer a erros nessa inspeção de segurança. Sistemas desatualizados, falhas de conectividade e imagens distorcidas podem produzir alertas incorretos ou deixar passar despercebido um episódio crítico.
Fabiano Fernandes, CEO do Grupo Bravo TE, alerta que essa checagem de equipamentos e, principalmente, a interpretação desses conteúdos, deve ser feita por pessoas capacitadas. Ele ressalta que uma atitude fora do padrão não significa uma detecção de ameaça no cenário.
“É um pedido de atenção, não uma prova de que alguém está agindo de forma irregular. A IA oferece velocidade para analisar um volume de informações, mas é o profissional que a contextualiza. Retirar essa supervisão aumenta o risco de transformar algo comum em uma ocorrência de segurança”, explica o gestor, ao TI Inside.
Mais segurança, mais profissionais
Como citado, muito embora a tecnologia seja uma grande aliada na segurança, pessoal preparado para exercer a tarefa – e instalar esses dispositivos – é ainda mais necessário. Um levantamento da plataforma de empregabilidade GetNinjas mostra que a procura por serviços de segurança eletrônica cresceu 26,25% entre maio e setembro de 2025 no Brasil.
Pessoas instaladoras de câmeras, cercas elétricas, alarmes e portões automáticos foram as funções mais buscadas, especialmente pela alta de casos de crimes patrimoniais e a popularização de soluções conectadas a aplicativos de celular (assunto, aliás, já falado em SECURITY), informa a plataforma.
Foto: pikisuperstar – Magnific


