Tecnologia ajuda roteadores a oferecer melhor conexão de internet

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Com o crescimento no uso da internet, fenômeno amplificado com a pandemia de coronavírus, cada vez mais se discutem as tecnologias para garantir uma boa conexão vai cabo ou Wi-Fi, seja para o trabalho ou atividades de lazer. Nesta questão, as tecnologias dos roteadores também têm evoluído.

Um roteador é o aparelho responsável por redistribuir a conexão de internet, via cabo ou Wi-Fi, para dispositivos como computadores (laptops, desktops), dispositivos móveis (smartphones, tablets) e outros equipamentos (impressoras, TVs, câmeras etc.), explica Marcello Liviero, diretor nacional de Vendas da TP-Link Brasil. “Ele funciona estabelecendo conexão com o provedor de internet e separadamente criando uma rede privada para o assinante, onde os dispositivos internos podem acessar a internet ou trocar informações de maneira mais direta em uma rede LAN”, afirma.

O especialista explica que hoje há algumas tecnologias de destaque em roteadores: a Wi-Fi 4 (mais antiga), a Wi Fi 5 (presente na maioria dos aparelhos), a Wi Fi 6 (um aprimoramento da anterior) e a Mesh (rede que funciona em formato descentralizado, onde roteadores são espalhados pelo ambiente, escolhendo sempre o aparelho que disponibiliza a melhor conexão).

Liviero explica que, com a tecnologia Wi-Fi 6, a demora para transferir dados vai se tornar coisa do passado. “Ela foi projetada para melhorar a velocidade, aumentar a eficiência e reduzir o congestionamento em cenários onde o uso da largura de banda é mais exigido. No Wi-Fi 6, temos a tecnologia de Symbol OFDM, que é quatro vezes mais longo que a tecnologia anterior, o que proporciona uma experiencia Wi-Fi com mais estabilidade e velocidade. O Wi-Fi 6 também expande a banda Wi-Fi de 80 MHz para 160 MHz, dobrando a largura do canal e criando uma conexão mais rápida do roteador com o dispositivo”, diz.

Por outro lado, esse padrão ainda está em fase de adoção (os primeiros smartphones com a tecnologia começaram a chegar em 2019). Quem busca melhor custo-benefício, neste momento, ainda deve optar pelo Wi-Fi 5 – que não oferece tanto alcance de cobertura. Por outro lado, a rede Mesh já é indicada para locais com difícil cobertura, apesar de o valor no mercado ser alto.

Wi-Fi 6E

A chegada do novo padrão de redes sem fio, o Wi-Fi 6E (o “E” é de “enhanced”, ou “melhorado”, na tradução do inglês para o português), também é uma grande expectativa para melhores conexões. A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) lançou em dezembro consulta pública na qual propõe destinar toda a frequência de 6 GHz para o Wi-Fi 6E.

“O Wi-Fi 6E permitirá que a mais recente tecnologia (Wi-Fi 6) trabalhe em um espectro estendido, ou seja, além de mais ‘vias’ de transmissão, como fazemos analogia de faixas de uma estrada, o Wi-Fi 6E permitirá que estas estradas estejam mais espaçadas com menos interferências e mais amplas (160Mhz)”, afirma Liviero. Essa faixa terá sete canais de 160 MHz – como se a “rodovia” tivesse “sete pistas”.

 

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