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Fecomercio-SP: presidente do Conselho de Comércio Eletrônico fala sobre fraudes online

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por Ana Claudia Machado –

 

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Pedro Guasti, presidente do Conselho de Comércio Eletrônico da Fecomercio-SP

Mais do que garantir preços competitivos e entregas dentro dos prazos preestabelecidos, as empresas que realizam vendas pela internet precisam estar atentas a um outro fator cada vez mais relevante para decisão de compra: a segurança das informações dos usuários cadastrados, bem como dos meios de pagamento utilizados durante as transações. Isso porque o volume de fraudes no comércio eletrônico tem crescido. Um levantamento realizado pela FControl apontou que as tentativas de fraude no e-commerce brasileiro aumentaram 1,32% no primeiro trimestre de 2016 em comparação ao mesmo período de 2015. Para falar sobre como as empresas podem se proteger no ambiente virtual e evitar prejuízos, a Security Brasil conversou com Pedro Guasti, presidente do Conselho de Comércio Eletrônico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP).

Especialista no assunto, pois é também CEO da Ebit, empresa que produz relatórios para traçar o perfil do consumidor e também avaliar comparativamente os serviços prestados pelas lojas virtuais, Guasti conta que não são apenas quadrilhas especializadas que roubam dados de usuários para fraudar uma compra na internet. Segundo ele, há um outro tipo de crime que tem despontado no meio eletrônico. Trata-se da “auto fraude”, onde uma pessoa compra e recebe o produto, mas alega não ter sido a mesma que efetivou a compra. Nesses casos, a administradora do cartão de crédito realiza o estorno do valor pago e o prejuízo fica com a loja. O executivo diz ainda que os setores de mercado mais afetados são aqueles em que o tíquete médio é mais elevado e o produto ou serviço adquirido é rapidamente utilizado ou existe um mercado paralelo para sua comercialização. “O uso de certificação, criptografia e autenticação de pagamentos são boas alternativas para o fortalecimento da segurança nas compras virtuais”, orienta. Confira a entrevista a seguir:

A quais tipos de fraudes o comércio eletrônico está mais suscetível?
Os tipos mais comuns de fraude são aquelas onde uma pessoa usa os dados de um terceiro, como nome, CPF e dados do cartão de crédito tentando comprar e receber o produto em nome dessa pessoa. Existem outras variações, como a auto fraude, onde uma pessoa compra e recebe o produto, mas alega não ter sido a mesma que efetivou a compra. Para todos os casos de pagamento via cartão em que o portador se nega a pagar a fatura, o prejuízo fica com o vendedor.

Com o crescente volume dessas fraudes, como as empresas podem se proteger?
As empresas de comércio eletrônico geralmente contratam ferramentas de gerenciamento que buscam reduzir as fraudes de pagamento. Existem no mercado soluções que avaliam o risco de um pagamento ser fraudulento e, assim, as empresas podem avaliar seguir em frente ou não com uma venda. Grandes empresas desenvolvem internamente sistemas e processos com inteligência de dados para minimizar o problema, mas é impossível zerar as ocorrências.

Quais recursos de segurança têm sido mais utilizados no comércio eletrônico?
De maneira geral, as empresas contratam soluções de gestão de fraudes, como FControl, Cybersource e ClearSale, mas também podem usar plataformas de pagamento de “subadquirentes” (intermediadores de pagamentos com meio eletrônico), que oferecem, além dos diversos tipos de meios de pagamento, como boleto, cartão de crédito e débito, soluções incorporadas para análise de fraudes.

 

Para conferir a entrevista completa, clique aqui e acesse a versão digital da revista Security Brasil

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